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quinta-feira, 30 de abril de 2015

O que é a Hora Santa? Como fazê-la bem?

Hora-SantaNatureza da Hora Santa

A Hora Santa consiste numa hora de oração vocal ou mental, em memória da Paixão e Morte de Nosso Senhor e em homenagem ao ardentíssimo amor que o levou a instituir a divina Eucaristia.

Origem desta devoção

Foi N. S. Jesus Cristo quem instituiu esta devoção. Aparecendo a S. Margarida Maria Alacoque, o Salvador disse:

A Santíssima Virgem e a Liturgia: um tema da atualidade

As profundas e vertiginosas mudanças nas quais a sociedade atual se encontra submetida, faz a Igreja refletir sobre como adequadamente enfrentar este problema. Já o papa Paulo VI, na exortação apostólica Evangelii Nuntiandi nos explicava de uma maneira muito incisiva: "sabemos bem que o homem moderno, saturado de discursos, se demonstra Nossa Senhora do Santissimo Sacramento..jpgmuitas vezes cansado de ouvir e, pior ainda, como que imunizado contra a palavra. Conhecemos também as opiniões de numerosos psicólogos e sociólogos, que afirmam ter o homem moderno ultrapassado já a civilização da palavra, que se tornou praticamente ineficaz e inútil, e estar a viver, hoje em dia, na civilização da imagem."[1]

As Cinco Chagas do Senhor

O primeiro ato de adoração às Santas Chagas foi realizado por Maria Santíssima, quando desceram Jesus da Cruz. De São Tomé até nossos dias, muitos foram os devotos e propagadores desta belíssima devoção.
Eurico Monteiro

Jesus é descido da Cruz. Cuidadosamente, Nicodemos, José de Arimatéia e São João O conduzem até Maria Santíssima e O depositam em seu virginalíssimo regaço. Sentada, Ela O acolhe transida de dor e O adora. Enquanto as Santas Mulheres Jesus descido da Cruz - Piedad - Catedral de Salamanca.jpgpreparam os bálsamos com que em breve irão ungi-Lo, para ser depositado no sepulcro, Ela oscula, uma a uma, suas Chagas: a do peito rasgado, as dos divinos pés e mãos. Realiza- se ali o primeiro ato de devoção e adoração às Chagas do Redentor, que iria perpetuar-se por todas as gerações. A Bem-Aventurada por excelência rende o mais perfeito culto de latria às fontes sagradas de onde jorrou o Sangue que redimiu total e superabundantemente todo o gênero humano.

Você sabe o que são os Sacramentos?

Conhecendo um pouco mais sobre os Sete Sacramentos
Jesus Cristo redimiu o mundo com a Sua Morte e Ressurreição, e instituiu a Santa Igreja, Seu Corpo Místico, para levar a salvação por Ele conquistada, a todos os homens de todos os tempos e lugares, até que Ele volte para encerrar a História, na Parusia, e julgar a humanidade. Ele deu a seus Apóstolos, hoje os nossos Bispos, a missão de levar a salvação a toda a humanidade, pela pregação do Evangelho e celebração dos Sacramentos.
Por isso o Concílio Vaticano II chamou a Igreja de "Sacramento universal da salvação" (LG 4). Ela é o braço estendido do Cristo na História dos homens. Quando a Igreja nos alcança, é Cristo que nos alcança; quando a Igreja nos batiza, é Cristo mesmo que nos batiza; quando a Igreja nos perdoa pela Confissão, é Cristo mesmo que nos perdoa…; isto é, a Igreja é a portadora e administradora da salvação, através dos Sete Sacramentos que ela ministra em nome de Jesus.

Coroa das Sete Dores de Nossa Senhora

Coroa das sete dores de Nossa Senhora

A quaresma, sobretudo na Semana Santa, é uma época oportuna para  acompanharmos as dores de Nossa Senhora. Convidamos você para
estarmos ao lado de Virgem Dolorosa em sete das dores que ela
teve.  As dores d'Ela foram muitas, imensas...

Aqui estão episódios tirados dos Santos Evangelhos. Eles formam o caminho de dores da Filha amorosa de Deus Pai sofrendo em sua alma padecimentos semelhantes aos da Paixão de seu Divino Filho.

Nada desse mundo serve de comparação para as dores que Ela sofreu junto a Jesus. Nenhuma criatura viveu com tanto amor essas dores. Também, só Ela pode ser chamada de corredentora!  Só Ela pode ser chamada de Onipotência Suplicante!

Humildade, o que é?

Humildade 1.jpgImaginemos uma bela catedral, cujos alicerces estão fundados em rocha sólida. No topo de sua cúpula, há uma pedra angular que sustenta toda a construção. Por um efeito extraordinário qualquer, com o passar do tempo, tanto a rocha que está sob os fundamentos quanto a pedra angular se transformam em dois lindos topázios... Tal é a humildade no conjunto das virtudes: ela é o fundamento e a pedra angular da vida espiritual. Ao contrário do que se poderia julgar, não é ela uma pedra bruta, mas sim o mais precioso esteio da santidade, "a melhor garantia da graça e das demais virtudes", 1 a joia de grande valor com a qual se compra o Reino dos Céus!

O magnífico prazer de uma boa conversa

O magnífico prazer de uma boa conversa 1.jpgSentencia o experiente diretor do hospital Andréi Yefímich -na trama do conto ‘El Pabellón No. 6' de Antón Chéjov- que "neste mundo tudo é insignificante e desinteressante, salvo a suprema expressão espiritual da inteligência humana". E continua declarando -depois de queixar-se com amargura da falta dessa inteligência ao seu redor- que se bem "é certo que estão os livros", de nenhuma maneira são os livros "o mesmo que uma boa conversa ou o trato com a gente. Se me permite fazer uma comparação não muito lograda, os livros são as notas e a conversação o canto". 1

quarta-feira, 29 de abril de 2015

As consequências da fé

Crer em Deus e amá-Lo, com todo o coração, têm consequências para toda a nossa vida.
A fé nos leva a conhecer a grandeza e a majestade do Senhor. “Deus é grande demais para que o possamos conhecê-lo” (Jó 36,26). É por isso que Ele deve ser o primeiro a ser amado e servido. “Amar a Deus sobre todas as coisas”, manda o primeiro mandamento.
A fé nos leva a viver em ação de graças. Se Deus é único, tudo o que somos e possuímos vem d’Ele:
“Que é que possuis, que não tenhas recebido?” (1Cor 4,7). “Como retribuirei ao Senhor todo o bem que me fez?” (Sl 116,12).

A importância de se estabelecer um dia para a família

-Ô menino, por que você não quer sair com a gente? – Raiva. Ninguém me entende.
-Raiva? Que pecado, meu filho! Criança não sente raiva.
- E você, homem, por que não chega em casa mais cedo? – Pra quê? Pra passar raiva?
- E você, mulher? Por que não para quieta? Quando não está batendo perna na rua, só fica enfiada nessa cozinha? – Até parece que faço, porque gosto.

Hoje, vamos refletir sobre o sentimento de raiva nas relações familiares. Situação essa que tem afastado os seus membros do encontro fraterno, do almoço aos domingos e os afastado do cuidado que um deveria ter com o outro.

O melhor de si

Quando falamos ou ouvimos falar sobre as virtudes, muitas vezes pensamos que se trata de esforços e lutas para sermos melhores. É verdade que sem esforço não é possível exercitá-las; de fato, o próprio Catecismo nos ensina que a pessoa virtuosa tende ao bem, com todas as suas forças sensíveis e espirituais .
Este tema (as virtudes) foi objeto de profundas meditações nas filosofias antigas. Por exemplo, Aristóteles, no livro II da Ética a Nicômaco, elaborou a sua doutrina sobre o mesmo, considerando as virtudes como uma disposição adquirida com o próprio esforço, para fazer o bem, segundo os ditames da razão. Mas é com São Tomás de Aquino que encontramos o ponto de partida e a mais clara orientação deste tema dentro da teologia moral, adquirindo, assim, a clareza que se perdeu nas diversas tradições filosóficas.

Perseguir a meta é encontrar Deus

Salmo 24,1-10.
1. Do Senhor é a terra com o que ela contém, o universo e os que nele habitam.
2. Pois foi ele que a estabeleceu sobre os mares e firmou-a sobre os rios.
3. Quem vai subir o monte do Senhor, quem vai ficar no seu santuário?
4. Quem tem mãos inocentes e coração puro, quem não corre atrás de vaidades, quem não jura para enganar seu próximo.
5. Este alcançará do Senhor a bênção, e justiça de Deus seu salvador.
6. É esta a gente que o procura, que procura a face do Deus de Jacó.
7. Levantai, ó portas, os vossos frontões, erguei-vos, portas antigas, para que entre o rei da glória.

Por que Intercedemos?

Quando falamos de oração de intercessão, é possível nos lembrarmos de grandes homens e mulheres da Bíblia, dos santos e da nossa própria oração. Já reparou que sempre rezamos por alguém? Sempre nos pedem oração ou a pedimos para alguém?
Primeiramente, ao falar de intercessão, lembremo-nos de Abraão. A cidade de Sodoma estava para ser destruída, mas devido à intervenção e à intercessão desse homem que "negocia" com Deus – "Se houver cinquenta justos… quarenta… dez justos" –, o Senhor lhe responde: "Por causa dos dez não a destruirei"(cf. Gn18,16-33). Assim, graças à intercessão de Abraão, a cidade não foi destruída.

Linha do tempo pré-histórica até o nascimento de Cristo

16.000.000 a.c. – 500.000 a.c.

“A origem do homem (15 milhões-10 milhões a.C.)”

“Machadinha de pedra (c. 2 milhões-1 milhão a.C.)”

“Atapuerca (780.000 a.C.)”

Atapuerca é um complexo arqueológico espanhol próximo da cidade de Burgos que apresenta os mais antigos fósseis humanos da Europa (anteriores a 800 mil anos) e uma coleção paleontropológica. É considerado essencial para o estudo e o conhecimento das populações europeias do paleolítico inferior. Os sítios arqueológicos que se localizam em diferentes pontos de um moldado lavrado em calcário do período cretáceo, acolhem uma mistura confusa de sedimentos pleistocênicos. O documento estelar é Trincheira Dolorosa 6, o ‘estrato Aurora’, por apresentar uma fauna representativa do final do pleistoceno inferior, sendo a espécie Mimomys savini a principal protagonista, por estar associada a um conjunto de ferramentas líticas talhadas, não muito relevante ao se reduzir a superfície escavada a 6 m2, e podendo ser qualificado como pré-achelense e, em particular, pelo sensacional descobrimento de 36 restos humanos, que correspondem no mínimo a quatro indivíduos e que passam a ser, dada sua anterioridade ao episódio da inversão magnética de Matuyama-Bruhnes (por volta de 780.000 anos), os ossos humanos mais antigos descobertos no continente europeu.

Gênesis 40, - José explica os sonhos

1. Depois disto, aconteceu que o copeiro e o padeiro do rei do Egito ofenderam o seu senhor.
2. O faraó, encolerizado contra os seus dois oficiais, o copeiro-mor e o padeiro-mor,
3. mandou-os encarcerar na casa do chefe da guarda, na prisão onde se encontrava detido José.
4. O chefe da guarda associou-lhes José para os servir. Havia já um certo tempo que estavam detidos,
5. quando os dois prisioneiros, o copeiro e o padeiro do rei do Egito, tiveram um sonho numa mesma noite, cada um o seu, com seu sentido particular.
6. Quando José voltou junto deles no dia seguinte pela manhã, viu que estavam tristes.
7. Perguntou então aos oficiais do faraó, detidos com ele na casa do seu senhor: “Por que tendes hoje um ar sombrio?”
8. “Tivemos um sonho, responderam; e não há ninguém para no-los interpretar.” “Porventura, não pertence a Deus, replicou José, a interpretação dos sonhos? Rogo-vos que mos conteis.”
9. E o copeiro-mor contou seu sonho a José: “Em meu sonho, disse ele, vi uma cepa que estava diante de mim,
10. e nesta cepa três varas, que pareciam brotar; saiu uma flor e seus cachos deram uvas maduras.
11. Eu tinha na mão a taça do faraó; tomei as uvas e espremi-as na taça, que entreguei na mão do faraó.”
12. José disse-lhe: “Eis o significado do teu sonho: as três varas são três dias.
13. Dentro de três dias, o faraó te reabilitará em tuas funções. Apresentarás ao faraó sua taça, como o fazias antes, quando eras seu copeiro.
14. Quando fores feliz, lembra-te de mim e faze-me o favor de recomendar-me ao faraó, para que ele me tire desta prisão.
15. Porque é por um rapto que fui tirado da terra dos hebreus, e aqui, igualmente, eu nada fiz para merecer a prisão.”
16. O padeiro-mor, vendo que José tinha dado uma boa interpretação, disse-lhe: “Eu também, em meu sonho, levava sobre minha cabeça três cestas de pão branco.
17. Nada de cima, havia toda a sorte de manjares para o faraó; mas as aves do céu comiam-nas na cesta que estava sobre minha cabeça.”
18. “Eis, disse José, o que isto significa: as três cestas são três dias.
19. Dentro de três dias, o faraó levantará a tua cabeça: ele te suspenderá numa forca, e as aves devorarão a tua carne.”
20. No terceiro dia, celebrava-se o aniversário natalício do faraó, e ele ofereceu um banquete todo o seu pessoal. Ele levantou a cabeça do copeiro-mor, no meio de todos os seus servos:
21. restabeleceu no seu cargo o copeiro-mor, que apresentou novamente a taça ao faraó,
22. e mandou suspender no patíbulo o padeiro-mor, segundo a interpretação que José lhes havia dado.
23. Mas o copeiro-mor não pensou mais em José; esqueceu-o.

Bíblia Ave Maria  Pág. 88

Bíblia História

Bíblia
Bíblia (  bíblion, "rolo" ou "livro")[  é o texto religioso de valor sagrado para o Cristianismo  , em que a interpretação religiosa do motivo da existência do homem na Terra sob a perspectiva judaica é narrada por humanos. É considerada pela Igreja como divinamente inspirada , sendo que trata-se de um documento doutrinário originalmente compilado pela Igreja Católica para orientação de suas doutrinas. Segundo a tradição, aceita pela maioria dos cristãos, a Bíblia foi escrita por 40 autores, entre 1445 e 450 a.C. (livros do Antigo Testamento) e 45 e 90 d.C. (livros do Novo Testamento), totalizando um período de quase 1600 anos.  A maioria dos historiadores acreditam que a data dos primeiros escritos considerados sagrados é bem mais recente: por exemplo, enquanto a tradição cristã coloca Moisés como o autor dos primeiros cinco livros da Bíblia (Pentateuco), muitos estudiosos aceitam que foram compilados pela primeira vez apenas após o exílio babilônico, a partir de outros textos datados entre o décimo e o quarto século antes de Cristo.  Muitos estudiosos também afirmam que ela foi escrita por dezenas de pessoas oriundas de diferentes regiões e nações.

A Misericórdia Divina

jesus-misericordioso

Se a nossa pequenez merece que a amemos no sentido de que nos obriga a prestar homenagem à verdade e nos permite imitar as humilhações de Jesus Cristo, o Verbo encarnado, poderá ser-nos ainda mais útil se a considerarmos nas suas relações com a infinita misericórdia de Deus.

Paz de Cristo no Reino de Cristo

Tendo o homem rompido com a justiça, a paz tinha desaparecido da face da Terra. Era preciso que Jesus viesse devolvê-la.

Darei paz à vossa terra, e vosso sono não será perturbado. Afastarei da terra os animais nocivos, e a espada não passará pela vossa terra" (Lv 26, 6). No Antigo Testamento, a paz era considerada um dos maiores dons oferecidos por Deus ao
povo eleito, e o bem por ele mais desejado.

A virtude da esperteza

São sempre os maus mais espertos do que os filhos da luz? Como reverter essa situação? O caminho já está indicado...

Pe. Francisco Teixeira de Araújo, EP

Fim de tarde nas proximidades de Alexandria, Egito, por volta do ano 360. Indiferentes aos esplendores do pôr do Sol, os remadores se extenuavam  para aumentar a velocidade do bote que subia o rio Nilo, conduzindo um varão de venerável aspecto: Atanásio, Patriarca de Alexandria, fugia dos soldados enviados pelo imperador Juliano, o Apóstata, para prendê-lo. Estes o perseguiam numa galera. A certa altura, fazendo uma curva em torno de uma ilhota, o pequeno barco ficou momentaneamente fora da vista dos perseguidores, e o santo Bispo ordenou aos remadores:

Santo Atanasio..jpg

Santo Atanásio tinha em alto grau uma
virtude muito pouco comentada e elogiada
Santo Atanásio de Alexandria - Museu
Arquidiocesano de Cracóvia (Polônia)

- Façam meia-volta, vamos de encontro à galera.

Quando se cruzavam as duas embarcações, o comandante da patrulha imperial perguntou aos homens do bote:

Homem das Dores

Há imagens que falam! Sim, as imagens falam, não por meio de palavras, mas comunicam pensamentos, propiciam reflexões, convidam à consideração dos aspectos mais altos de nossa existência.

Através das imagens, podemos transcender para aquilo que um olhar superficial não alcança, mas que a observação mais atenta nos faz aprender e voar.

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Nosso Senhor Jesus Cristo flagelado

Contemple esta Imagem aqui publicada: Nosso Senhor Jesus Cristo, flagelado.

A ela bem se poderia aplicar, por excelência, as palavras do Profeta Isaias: Homem das dores, experimentado nos sofrimentos (Is 53, 3).

Homem das dores: sofreu em seu Corpo adorável açoites crudelíssimos, bofetadas e cusparadas, a coroação de espinhos, os pregos na Cruz.

Transborde a alegria que vem de Deus

A Palavra meditada, hoje, está em Salmos 4,7-9:
"Muitos dizem: "Quem nos fará ver a felicidade?" Senhor, levanta sobre nós a luz da tua face! Puseste em meu coração mais alegria do que quando transbordam o trigo e o vinho deles. Em paz me deito e logo adormeço, porque só tu, Senhor, me fazes viver tranquilo."

Deus nos conhece muito bem, tanto nos momentos de orgulho quanto nas horas em que somos mesquinhos, quando vacilamos pela insegurança e pelo sentimento de vazio.

Parai e vede se há dor semelhante à minha dor

nossa-senhora-da-piedade.jpgÉ impossível não sentir profunda emoção ao contemplar alguma expressiva imagem da Mater Dolorosa e meditar estas palavras do Profeta Jeremias, que a piedade católica aplica à Mãe de Deus: "Ó vós todos que passais pelo caminho, parai e vede se há dor semelhante à minha dor" (Lm 1, 12).

A esta meditação nos convida a Liturgia do dia 15 deste mês, dedicado a Nossa Senhora das Dores.

As 15 Orações a Jesus (Santa Brígida)

Comece, SEMPRE, com o SINAL DA CRUZ! + + +
FAÇA uma oração inicial ao ESPÍRITO SANTO!
Depois diga:
1ª ORAÇÃO:
Pelos Sacerdotes, freiras e religiosos militantes!
Reze agora um Pai Nosso... E depois uma Ave Maria... (E a seguir...)
Ó JESUS CRISTO, doçura eterna para aqueles que vos amam, alegria que ultrapassa toda a alegria e todo o desejo, esperança de salvação dos pecadores, que declarastes não terdes maior contentamento do que estar entre os homens, até o ponto de assumir a nossa natureza, na plenitude dos tempos, por amor deles. Lembrai-Vos dos sofrimentos, desde o primeiro instante da Vossa Conceição e sobretudo durante a Vossa Santa Paixão, assim como havia sido decretado e estabelecido desde toda a eternidade na mente divina. Lembrai-Vos Senhor, que, celebrando a Ceia com os Vossos discípulos, depois de lhes haverdes lavado os pés, deste-lhes o Vosso Sagrado Corpo e precioso Sangue e, consolando-os docemente lhes predissestes a Vossa Paixão iminente. Lembrai-Vos da tristeza e da amargura que experimentastes em Vossa Alma como o testemunhastes Vós mesmo por estas palavras: "a Minha Alma está triste até a morte". Lembrai-Vos, Senhor, dos temores, angustias e dores que suportastes em Vosso Corpo delicado, antes do suplício da Cruz, quando, depois de ter rezado por três vezes, derramado um suor de Sangue, fostes traído por Judas Vosso discípulo, preso pela nação que escolhestes, acusado por testemunhas falsas, injustamente julgado por três juízes, na flor da Vossa juventude e no tempo solene da Páscoa. Lembrai-Vos que fostes despojado de Vossas vestes e revestido com as vestes da irrisão, que Vos velaram os olhos e a face, que Vos deram bofetadas, que Vos coroaram de espinhos, que Vos puseram uma cana na mão e que, atado a uma coluna, fostes despedaçado por golpes e acabrunhado de afrontas e ultrajes. Em memória destas penas e dores que suportastes antes da Vossa Paixão sobre a Cruz, concedei-me, antes da morte, uma verdadeira contrição, a oportunidade de me confessar com pureza de intenção e sinceridade absoluta, uma adequada satisfação e a remissão de todos os meus pecados. Assim seja!

terça-feira, 28 de abril de 2015

Que todos sejam um

A aspiração de Cristo de que todos sejamos um acontece respeitando a nossa liberdade. Ela não pode servir de pretexto para uma imposição que queira forçar a unidade disciplinar para todos os homens, quando cada um possui uma consciência pela qual Cristo deu a vida.
O Filho do homem não veio ao mundo para nos julgar, mas para nos salvar. Com isso, não nos dá o direito de recriminar as ovelhas perdidas, pois estas também são filhas do Senhor.
Só não acreditamos na boa fé dos outros, porque a nossa fé é fraca, sem forças. Nunca podemos esquecer que um homem sem fé é uma pessoa totalmente sem liberdade, tolerância e amor.

José no Egito

Gênesis 39:1-20

1 Egypt

José foi levado ao Egito pelos ismaelitas e ai Potifar, que era capitão da guarda do Faraó o comprou para ser seu escravo.

Gênesis 39:1

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José viveu na casa de seu mestre egípcio e trabalhou para ele. José foi fiel ao Senhor e Deus estava com ele e tudo ia muito bem.

Gênesis 39:2

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Quando seu mestre viu que o Senhor lhe deu sucesso em tudo o que fazia, José tornou-se seu fiel assistente.

Gênesis 39: 3-4

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Potifar o colocou no comando de sua casa, e ele deixou José cuidar de tudo o que possuía. E a partir desse momento o Senhor abençoou a casa do egípcio por causa de José. A bênção do Senhor estava sobre tudo o que Potifar tinha, tanto na casa como no campo. Assim Potifar deixou tudo o que tinha sob os cuidados de José; e ele não se preocupava com nada, exceto a comida que ele comia.

Gênesis 39:5-6

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Ora, José era muito bonito, e depois de um tempo a esposa de seu mestre tomou conhecimento de José e queria passar mais tempo com ele, mas ele disse que não. Você é a mulher de Potifar e você precisa passar tempo com seu marido. Mas ela sempre o estava buscando e ele sempre a estava recusando. Ele sabia que ele estaria desonrando a Deus se ele desse atenção à mulher de Potifar.

Gênesis 39:7-10

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Um dia, José entrou na casa para cuidar de seu trabalho, e nenhum dos empregados estavam lá dentro. A única que se encontrava lá, era a esposa de Potifar. Então ela o agarrou pelo manto e disse: “Venha aqui e passe um tempo comigo!” Mas ele deixou sua capa na mão dela e correu para fora da casa, porque ela era uma mulher muito perversa.

Gênesis 39:11-12

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Quando ela viu que ele tinha deixado a capa na mão dela e correu para fora da casa, ela ficou com raiva e chamou os seus servos. “Olhe”, disse-lhes: “José veio aqui para me incomodar, mas quando ele me ouviu gritar por socorro, ele deixou seu manto ao meu lado e correu para fora da casa.”

Ela manteve a capa de José ao seu lado até que seu marido chegou em casa. Então ela contou a Potifar esta história: “Esse escravo hebreu que você nos trouxe veio a mim para me incomodar. Mas assim que eu gritei por socorro, ele deixou o seu manto ao meu lado e correu para fora da casa. “

Gênesis 39:13-18

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Quando Potipher ouviu a história de sua esposa dizendo: “Assim é como seu escravo me tratou”, ele ficou muito bravo e mandou colocar José imediatamente na prisão.

Gênesis 39: 19-20

Gênesis 39, - José na prisão

1. José foi conduzido ao Egito, e Putifar, um oficial egípcio do faraó, chefe da guarda, comprou-o aos ismaelitas que o levavam.
2. O Senhor estava com José, e tudo lhe prosperava. Morava na casa do seu senhor, o egípcio.
3. Seu senhor viu que o Senhor estava com ele e lhe fazia prosperar tudo o que empreendia.
4. José conquistou a simpatia do seu senhor, que o empregou ao seu serviço, pondo-o à testa de sua casa e confiando-lhe todos os seus bens.
5. Desde o momento em que José tomou o governo de sua casa e de todos os seus bens, o Senhor abençoou a casa do egípcio, por causa de José: a bênção do Senhor desceu sobre tudo o que lhe pertencia, na casa como nos campos.
6. Ele entregou todos os seus negócios a José, sem mais se preocupar de coisa alguma, exceto do que se alimentava. Ora, José era belo de corpo e de rosto.
7. E aconteceu, depois de tudo isto, que a mulher de seu senhor lançou seus olhos em José e disse-lhe: “Dorme comigo.”
8. Mas ele recusou: “Meu senhor, disse-lhe ele, não me pede conta alguma do que se faz na casa, e confiou-me todos os seus bens.
9. Não há maior do que eu nesta casa; ele nada me interdisse, exceto tu, que és sua mulher. Como poderia eu cometer um tão grande crime e pecar contra Deus?”
10. Em vão se esforçava ela todos os dias, falando a José; ele não consentia em dormir com ela e unir-se a ela.
11. Certo dia, tendo ele entrado na casa para fazer seus serviços, e não se encontrando ali ninguém da casa,
12. ela segurou-o pelo manto, dizendo: “Dorme comigo!” Mas José, largando-lhe o manto nas mãos, fugiu.
13. Vendo a mulher que ele lhe tinha deixado o manto nas mãos e fugido,
14. chamou a gente de sua casa e disse-lhes: “Vede: trouxeram-nos este hebreu para a casa a fim de que ele abuse de nós. Este homem veio-me procurar para dormir comigo, mas eu gritei.
15. E vendo que eu me punha a gritar, deixou seu manto ao meu lado e fugiu.”
16. E guardou junto de si as vestes de José até a volta de seu senhor.
17. E fez-lhe a mesma narrativa: “O escravo hebreu, disse ela, que nos trouxeste, veio à minha procura para abusar de mim.
18. Mas, pondo-me a gritar, deixou o seu manto ao meu lado e fugiu.”
19. Ao ouvir isto de sua mulher, contando-lhe como se tinha comportado com ela o seu servo, ele enfureceu-se,
20. e lançou José na prisão, onde se encontravam detidos os prisioneiros do rei. E José foi encarcerado.
21. O Senhor estava com ele. Mostrou-lhe sua bondade e fez que ele conquistasse a simpatia do chefe da prisão.
22. Este confiou a José todos o presos que ali se encontravam, e nada se fazia sem sua ordem.
23. O chefe da prisão não fiscalizava nada do que fazia José, porque o Senhor estava com ele e fazia-lhe prosperar tudo o que empreendia.

Bíblia Ave Maria Pág. 87


Pequeno Manual do Católico

A Missa e outras obrigações

O Santo Sacrifício da Missa

1) O que é a Missa?

A missa é o sacrifício da Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo que se realiza sobre o altar.

2) Como pode ser a Missa o sacrifício de Jesus se este morreu na Cruz há dois mil anos?

Pelo rito da Santa Missa, o mesmo sacrifício realizado há dois mil anos torna-se presente novamente, de um modo novo, um modo sacramental, ritual, incruento, ou seja, sem derramamento do Sangue, mas verdadeiro e eficaz.

3) Porque dizemos que a missa é o mesmo sacrifício, presente de modo sacramental?

Animar nossos corações nessa vida mortal ...

Nosso Senhor das Penas.jpg

A Paixão e a morte de Nosso Senhor são o mais doce e forte motivo capaz de
animar nossos corações nesta vida mortal. [...] Também no Céu, na
glória celeste, depois da Bondade Divina considerada em si
mesma, a morte do Salvador será a mais poderosa razão
para arrebatar no amor de Deus os espíritos bem-aventurados.

São Francisco de Sales

Nosso Senhor das Penas - Igreja de São Roque, Sevilha (Espanha)
- Revista Arautos do Evangelho, Março/2015, n. 159, p. 52

Nossa Senhora do Carmo

Nossa Senhora do Carmo - Igreja da Casa Monte Carmelo, Caieiras

NOSSA SENHORA DO CARMO - Igreja da Casa Monte Carmelo - Caieiras.jpg

Meus olhos e minha alma se voltam hoje para Vós, Senhora do Carmo: Vós que fostes a inspiradora de um grande veio de profetas, desde Elias até o carisma profético da Santa Igreja no Novo Testamento; Vós que ensinastes antes mesmo de existir, e fostes o modelo daqueles que creram no Salvador prometido pelas Escrituras; Vós que representastes o apogeu da esperança desses varões de Deus, pois fostes a nuvem da qual choveu o Redentor - Vós sois hoje a Arca da Aliança da qual há de vir a vitória para o mundo, conforme anunciastes em Fátima: "Por fim, meu Imaculado Coração triunfará!". Inundai minha alma, ó Mãe, da certeza deste triunfo, e da coragem de estar de pé na derrota, na adversidade, esperando o dia de vossa glória. Assim seja.
Plinio Corrêa de Oliveira (Revista Arautos do Evangelho, Julho/2014, n. 135, p. 52)

segunda-feira, 27 de abril de 2015

O espetáculo do Sol

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Se algum dia você se sentir desprezado pelas pessoas, não se aborreça.

Se algum dia você perceber que não valorizam os seus esforços para melhorar, não fique nervoso e aborrecido, isto só lhe faria mal.

Se algum dia você se sentir rejeitado pelos homens e, esquecido, colocado em segundo lugar, não se aborreça, não serás menor por causa disso.

Se algumas pessoas não notarem a beleza da sua inteligência e a grandeza da sua alma, também não fique com raiva delas, você não perderá nada por causa disso.

A Hora da Divina Misericórdia

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“Ó Sangue e Água que jorrastes do Coração de Jesus como fonte de Misericórdia para nós, eu confio em Vós.”

Jesus pediu a Irmã Faustina que propagasse ao mundo a veneração a sua Paixão e Morte às três horas da tarde, hora em que morreu na cruz para nos salvar.

Em 1933, Irmã Faustina teve uma impressionante visão de Sua Misericórdia. A Irmã nos conta:

Onã

Onã, ou Onan, é um personagem bíblico do Antigo Testamento, mencionado no livro de Gênesis como o segundo filho de Judá e, portanto, um dos netos do patriarca Jacó .

Er, o primogénito de Judá, segundo a Bíblia, era mau e teria sido executado por Deus por um motivo não mencionado .

Como Er não tinha deixado descendência, Judá mandou que Onã, seu segundo filho, realizasse o casamento de cunhado (também chamado de casamento levirato) com Tamar, viúva de Er (Gênesis 38:6-8). Assim, se tivessem um filho, a herança de primogénito lhe pertenceria como herdeiro legal de Er. Porém, se não tivesse um herdeiro, Onã ficaria com a herança de primogénito.

Tamar

No livro de Gênesis , Tamar ( / t m ər / ; hebraico : תָּמָר , Modern Tamar ,Tiberian Tamar  ; tamareira , pronunciado  [tamar] ) era a filha-de-lei de Judá (duas vezes), bem como a mãe de dois de seus filhos: os gêmeos Perez e Zerá .

Genesis narrativa

Em Gênesis capítulo 38 , Tamar é descrito pela primeira vez como se casar com o filho mais velho de Judá, Er . Por causa de sua maldade, Er foi morto por Deus .  Por meio de uma união Levirate ,  Judá pediu ao seu segundo filho,Onan , para fornecer prole para Tamar, de modo que a linha da família pode continuar. Tikva Frymer-Kensky explica que isso pode ter repercussões económicas substanciais, com qualquer filho nascido considerado o herdeiro do falecido Er, e capaz de reivindicar o dobro a parte do primogênito de herança. No entanto, se tinha filhos Er, Onan herdaria como o filho sobrevivente mais velho.

Gênesis 38, - Juda e Tamar

1. Naquele tempo, Judá, apartando-se dos seus irmãos, foi para a casa de um homem de Odolão, chamado Hira.
2. Judá viu ali a filha de um cananeu, de nome Sué, e desposou-a, unindo-se a ela.
3. Ela concebeu e deu à luz um filho, ao qual chamou Her.
4. Concebeu novamente e deu ao mundo um filho, e deu-lhe o nome de Onã.
5. E teve ainda um filho, que chamou Sela. Judá estava em Achzib na ocasião desse nascimento.
6. Judá escolheu para Her, seu primogênito, uma mulher chamada Tamar.
7. Her, porém, o primogênito de Judá, era mau aos olhos do Senhor, e o Senhor o feriu de morte.
8. Então Judá disse a Onã: “Vai, toma a mulher de teu irmão, cumpre teu dever de levirato e suscita uma posteridade a teu irmão.”
9. Mas Onã, que sabia que essa posteridade não seria dele, maculava-se por terra cada vez que se unia à mulher do seu irmão, para não dar a ele posteridade.
10. Seu comportamento desagradou ao Senhor, que o feriu de morte também.
11. E Judá disse a Tamar, sua nora: “Conserva-te viúva em casa de teu pai até que meu filho Sela se torne adulto.” “Não é bom, pensava ele consigo, que também ele morra como seus irmãos.” E Tamar voltou a habitar na casa paterna.
12. Muito tempo depois, morreu a filha de Sué, mulher de Judá. Passado o luto, subiu Judá a Tamna para a tosquia de suas ovelhas, com seu amigo Hira, o odolamita.
13. E foi noticiado a Tamar: “Eis que o teu sogro sobe a Tamna para a tosquia de suas ovelhas.”
14. Depôs ela então os seus vestidos de viúva, cobriu-se de um véu, e, assim disfarçada, assentou-se à entrada de Enaim, que se encontra no caminho de Tamna, pois via que Sela tinha crescido e não lha tinham dado por mulher.
15. Judá, vendo-a, julgou tratar-se de uma prostituta, porque tinha o rosto coberto.
16. E, chegando-se a ela no caminho, disse: “Queres juntar-te comigo?” (Ignorava ele que se tratava de sua nora.) Ela respondeu: “O que me darás para juntar-me contigo?”
17. “Mandar-te-ei um cabrito do meu rebanho.” “Está bem; mas dá-me então um penhor, até que o tenhas enviado.”
18. “Que penhor queres que eu te dê?” “Teu anel, teu cordão e o bastão que tens na mão.” Ele os entregou; em seguida, aproximou-se dela e ela concebeu.
19. E levantando-se, partiu; tirou o seu véu e retomou seus vestidos de viúva.
20. E Judá mandou-lhe o cabrito por seu amigo, o odolamita, para retirar o penhor das mãos daquela mulher, mas ele, não a encontrando,
21. perguntou aos habitantes do lugar: “Onde está aquela prostituta que estava em Enaim, à beira do caminho?” Responderam-lhe: “Não há prostituta nesse lugar!”
22. Ele voltou para junto de Judá: “Não a encontrei, disse ele, e os moradores daquele lugar disseram-me que não havia nenhuma prostituta ali.”
23. “Guarde ela o meu penhor, respondeu Judá, não nos tornemos ridículos! Eu mandei o cabrito; tu, porém, não a encontraste”.
24. Mais ou menos três meses depois, vieram dizer a Judá: “Tamar, tua nora, conduziu-se mal: vê-se que está grávida.” Judá respondeu: “Tirai-a para fora, que ela seja queimada!”
25. E, enquanto era conduzida, ela mandou dizer ao seu sogro: “Concebi do homem a quem pertence isto: examine bem, ajuntou ela, de quem são este anel, este cordão e este bastão.”
26. Judá, reconhecendo-os, exclamou: “Ela é mais justa do que eu; pois que não a dei ao meu filho Sela.” E não a conheceu mais.
27. E, na ocasião de dar à luz, eis que ela trazia dois gêmeos no seu ventre.
28. No parto, saindo uma mão, a parteira tomou-a e atou nela um fio vermelho, dizendo: “Este é o que saiu primeiro!”
29. Mas, como ele retirasse a mão, saiu o seu irmão. “Que brecha fizeste! exclamou a parteira: Que a brecha esteja sobre ti!”
30. E chamou-se-lhe Farés. Em seguida, veio o seu irmão, com o fio vermelho atado na mão. Deu-se-lhe o nome de Zara.

Bíblia Ave Maria Pág. 86

Deus é um Pai e uma Mãe

A filiação, do latim filiatio - palavra da família de filius (filho) - significa o ato de filiar algo, ou seja, tornar filho. O termo afiliação, no Brasil, semanticamente, está relacionado a questões de reconhecimento e associação legais. Embora haja certa tendência para diferenciar afiliar - uma determinada associação entre duas pessoas (jurídicas) ou de alguém a uma determinada entidade -, e filiar - que é o ato de reconhecer, inclusive juridicamente, alguém como filho ou o vínculo relativamente a um grupo ou instituição -, ambos os termos são passíveis de uso, e possuem traços semânticos comuns. Postas de lado essas querelas linguísticas, o caminho fica livre para entender melhor a questão do ponto de vista sobrenatural.

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E para tal, nada como partir da Sagrada Escritura, a fim de tomarmos as múltiplas riquezas aí presentes, que nos possibilitarão evidenciar desde logo a essência teológica de uma filiação adotiva:[1] esta se compreende à luz de Deus enquanto criador, por um inefável ato de sabedoria e amor, que se manifesta e comunica conosco à semelhança do amor de um pai para com o seu filho (cf. Os 11, 1), e até mesmo mais forte, se comparado ao de uma mãe (cf. Is 49, 14-15).

É pelo batismo que nos tornamos filhos de Deus, ao recebermos o Espírito, e é pela Confirmação que nos enraizamos mais profundamente na filiação divina. Por isso, São Paulo afirma na sua epístola aos Romanos que o Paráclito dá testemunho ao nosso espírito de que somos filhos de Deus, fazendo-nos clamar: "Abbá, ó Pai!" (cf. Rm 8, 15-16). Sem a graça obtida no mistério Pascal, não participaríamos desta vida nova em Cristo.

Por Padre José Victorino de Andrade, EP

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[1] 1 Ver Ex 4,22-23; Dt 1,31; Sb 2, 18 e 18, 13; Os 11,1.
http://presbiteros.arautos.org/2013/11/deus-e-um-pai-e-uma-mae/

Pe. José Victorino de Andrade, EP

Maria e as almas do purgatório

Nossa Senhora do Purgatorio - Igreja de Sta Brigida - Montreal.jpgAs almas dos fiéis defuntos por misericórdia de Deus descansem em paz. Amém.
Com esta última súplica, lembramo-nos das almas que se encontram no Purgatório, para as quais solicitamos, a rogos de Maria, o perpétuo descanso.
Maria deseja que aliviemos as almas do Purgatório
"A Bem-aventurada Virgem - comenta o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira - alcança também graças para as almas que se acham no Purgatório, onde expiam os pecados que cometeram nesta vida. Por meio de suas súplicas, Ela abrevia a punição dessas almas, suaviza-a e a alivia de mil modos" 97

Coração inundado de Luz

Nossa Senhora das Dores - Seminario Arautos do Evangelho - Caieiras.jpg

No alto do Calvário, o horror e o abandono se instalavam junto à Cruz do Redentor. Num dilúvio de dores, Jesus havia exclamado o seu "Consummatum est!". O bom ladrão se preparava para deixar a Terra. O centurião que ferira o lado de Nosso Senhor, golpeava-se no peito. Algumas pessoas recolhidas a um canto do Gólgota choravam.

Porém, a alegria não desertara de uma alma! A alma mais inconforme com todo aquele horrível espetáculo de dor, a alma que mais repudiava tanta injustiça, que ao mal mais odiava, a alma que mais amava o Salvador morto, era também a que mais esperança e certeza possuía.

O Anjo do Senhor

O Anjo do Senhor anunciou a Maria.
R: e ela concebeu do Espírito Santo.
Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora da nossa morte. Amém
Eis aqui a serva do Senhor.
R: Faça-se em mim segundo a vossa palavra.
...Ave Maria...
e o Verbo se fez carne.
R: E habitou entre nós.
...Ave Maria...
Rogai por nós, Santa Mãe de Deus.
R: Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
Oremos:
Derramai, ó Deus, a vossa graça em nossos corações, para que, conhecendo, pela mensagem do Anjo, a encarnação do Cristo, vosso Filho, cheguemos, por sua paixão e cruz, à glória da ressurreição pela intercessão da Virgem Maria.Pelo mesmo Cristo, Senhor Nosso. Amém

domingo, 26 de abril de 2015

Almas

Almas Benditas do Senhor, vós que estais na intimidade de Deus nosso Pai e ansiosas aguardais a hora abençoada em que as portas do céu se abram para vós, ouvi a nossa súplica.
Vós, que no convívio com os homens experimentastes as angústias e as aflições desta terra e hoje estais na expectativa de gozar da mais plena felicidade da vossa união com Deus, pedi ao Pai alívio para os nossos sofrimentos e coragem para prosseguirmos em nossa caminhada para a casa do Pai.
Vós, que nesta vida colocastes vossa mão trêmula e fraca na mão forte e segura de Jesus Cristo, que caminhastes lado a lado com Ele através dos anos da vida terrestre e que hoje estais na feliz companhia do Nosso Salvador junto ao Pai, fazei que o Coração de Jesus infunda confiança e paz em nosso coração e ilumine nosso espírito com sua divina sabedoria para que possamos caminhar tranqüilos nas estradas tortuosas desta vida até juntarmo -nos a Vós no banquete celeste com a Virgem Maria e com todos os Santos. Amém.
Almas santas e benditas, rogai a Deus por nós, que rogaremos a Deus por vós; alcançai para nós os favores que vos suplicamos ... e que Deus vos dê repouso e luz eterna. Amém.

Confiança obstinada

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Podem-se pôr limites ao que é infinito? Pois não é infinita a misericórdia Divina, não é um Oceano Infinito de Misericórdia? Se o Senhor é infinitamente justo, é também infinitamente Misericordioso. E, neste mundo, vivemos no tempo da Misericórdia.

Abri o Evangelho. Tudo ali vos inspira confiança e enche o coração. Por que duvidar, se empenhamos da nossa parte todos os nossos esforços, por que desconfiar de um Pai tão bom e poderoso?

Purgatório! Como evitá-lo?

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Detalhe de "O Juízo Final", com a Missa de São Gregório Magno, pelo Mestre de Artés
Museu de Belas Artes, Valência (Espanha)

A comemoração dos Fiéis Defuntos é uma ocasião feliz que a Igreja nos proporciona para aliviarmos os que padecem no Purgatório. Mas ela também traz consigo um ensinamento para nosso proveito espiritual: temos uma responsabilidade e, se não agirmos como devemos, poderemos escutar esta terrível sentença do Divino Juiz: "Não estás preparado!".

A devoção do amor

Amar e ser amado! Uma questão que se impõe aos homens de todas épocas. Há vários tipos de amores. Amor humano, amor divino. Fomos amados primeiros afirma o apostolo do amor: São João.

Uma devoção que traz consigo toda força desse significado é a do Sagrado Coração de Jesus.

sagradocdejesus_arautos.pngSim! Deus nos amou desde o princípio, pois já existíamos nos planos dEle. Pois como afirma o Monsenhor João Clá, citando São Tomás "O homem pode sentir afeto ou repulsa apenas por objetos cuja existência conhece. Com Deus, entretanto, o fenômeno dá-se de forma diversa. Ele, afirma São Tomás, "conhece todas as coisas, não apenas as que existem em ato, como também aquelas que estão em sua potência ou na potência das criaturas. [...] Seu olhar recai desde toda eternidade sobre todas as coisas, como estão em sua presença".

Por que a morte de Cristo na Cruz?

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Jamais o mundo viu ou verá um acontecimento como este: o Filho de Deus humanado é crucificado e agoniza durante três horas numa cruz. Três longas horas de dores indizíveis, sofrimentos inenarráveis na pior forma de suplício que o império romano impunha a seus opositores, bandidos, malfeitores…
Foi o drama de um Deus crucificado por amor ao homem, criatura moldada à sua “imagem e semelhança” (Gen. 1,26). “Deus amou a tal ponto o mundo que deu o Seu Filho único para que todo o que Nele crer tenha a vida eterna” (Jo 3,16). “Nisto consiste o amor: não fomos nós que amamos a Deus, mas foi Ele quem nos amou e enviou-nos seu Filho como vítima de expiação por nossos pecados” (1Jo 4,10). “Deus demonstra seu amor para conosco pelo fato de Cristo ter morrido por nós quando éramos ainda pecadores” (Rm 5,8).

A Trindade e Maria

Os Evangelhos narram que, durante sua vida pública, quando Jesus Cristo chegava a algum povoado ou cidade, as multidões, ao saberem de sua presença, O rodeavam e procuravam aproximar-se d'Ele para ouvi-Lo e, até, para tocá-Lo. Uma força saía de sua Pessoa Divina, curando doenças e males, irremediáveis pela medicina da época. Lembremos a hemorroísa, que estava enferma havia mais de doze anos.

Empobrecida pela doença e pela imperícia dos médicos, "piorava cada vez mais" (Mc 5, 26). Tendo ouvido os ecos das maravilhas operadas pelo Profeta da Galileia, procurou, com todo empenho, aproximar-se de Jesus, pensando consigo mesma: "se tocar, ainda que seja a orla de seu manto, ficarei curada" (Mc 5, 28). E no mesmo instante em que logrou tocar as vestes de Nosso Senhor, viu-se livre daquele fluxo de sangue que tanto a debilitava. Ele, apesar de conhecer desde toda a eternidade o milagre que realizaria, pois é Deus e conhece tudo, quis perguntar: "quem tocou minhas vestes?" (Mc 5, 34). E depois de ter recebido a confissão daquela mulher, dirigiu-lhe, com afeto paternal, um elogio digno de nota: "Filha, a tua fé te salvou. Vai em paz e fica curada do teu mal" (Mc 5, 34).

Mãe da Divina Graça

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A Igreja considera Nossa Senhora como Mãe da divina graça. Como esse título diz tudo! Nossa Senhora é a dispensadora de todos os dons e favores celestiais.

As graças de Deus constituem inexaurível tesouro, confiado por Ele à sua Mãe Santíssima. Ela é, portanto, a tesoureira das riquezas de Deus. Por outro lado, Ela é a Mãe dos que necessitam dessas preciosas dádivas. Assim, o título de Mater divinæ gratiæ exprime, de modo magnífico, a função maternal de Nossa Senhora em relação aos homens.

Rainha e Senhora dos Anjos

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Maria foi como o centro de todas as graças e belezas que Deus havia distribuído aos Anjos, aos Santos e a todas as criaturas. Maria havia de ser a Rainha e Senhora dos Anjos e dos Santos, e por isso mesmo deveria ter mais graças que todos eles, já no primeiro instante de seu ser. Maria havia de ser Mãe do próprio Deus. É um princípio de filosofia que entre a forma e as disposições da matéria deve existir certa proporção: a dignidade de Mãe de Deus é aqui como a forma, e o coração de Maria é a matéria que há de receber esta forma. Ó, que cúmulo de graças, virtudes e outras disposições se reúnem naquele santíssimo e puríssimo coração!... (Santo Antônio Maria Claret)

sábado, 25 de abril de 2015

O bom uso do tempo

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No uso do tempo, pode-se pecar por excesso de economia ou por despropositada prodigalidade. No primeiro caso, abuso do tempo que se ganhou; no segundo, dano pelo tempo que se perdeu. De qualquer das formas, perder tempo inutilmente é loucura; mas é sabedoria rara perde-lo utilmente.

O abuso do tempo

Conta-se que certo literato muito ocupado (e que por acaso produziu pouco), tinha sobre a porta estas legendas pouco convidativas: “O meu tempo é tão precioso como o teu; se gostas de perder o teu tempo, pensa no dos outros”. Um importante industrial de Chicago tinha no escritório um grande cartaz com as seguintes indicações: “Visitantes, sede breves; o meu tempo é precioso, e eu respondo adiantadamente a todas as vossas perguntas inúteis…”

Alguns princípios de Mariologia

Impelida pela piedade popular e fundada na tradição proveniente dos Santos Padres, a mariologia explicitou os princípios que delineiam a singular grandeza da Mãe de Deus.

Pe. Juan Carlos Casté, EP

O interesse despertado pelas grandezas e dons da Santíssima Virgem é tão antigo como a própria Igreja, pois, como se sabe, desde os primeiríssimos tempos debruçavam-se os cristãos sobre a singular figura da Mãe de Deus, anelando conhecer mais a seu respeito.

Os Frutos do Espírito Santo

Os doze principais frutos do Espírito Santo

Considerando os frutos do Espírito Santo como sendo todos os atos últimos e deleitáveis das virtudes e dos dons - ou, em outras palavras, como todas as obras virtuosas com que nos comprazemos -, sua enumeração deveria ser muito extensa. Entretanto, o Apóstolo distingue apenas doze em sua Epístola aos Gálatas: "O fruto do espírito é a caridade, a alegria, a paz, a paciência, a longanimidade, a bondade, a benignidade, a mansidão, a fidelidade, a modéstia, a continência, a castidade" (Gl 5, 22-23).4 A propósito, Santo Agostinho explica que São Paulo não tinha o intuito de dar o número exato desses dons, mas apenas mostrar o "gênero de coisas" em que devemos buscá-los.5 São Tomás, por sua vez, considera adequada essa enumeração paulina, explicando que "todos os atos dos dons e das virtudes podem, com certa conveniência, ser reduzidos a esses frutos".6 E classifica os frutos enumerados pelo Apóstolo conforme os diferentes modos pelos quais o Espírito Santo procede conosco.A mente humana, esclarece o Doutor Angélico, deve estar ordenada em si mesma, em relação ao que está ao seu lado e em relação ao que lhe é inferior. Os três primeiros frutos do Espírito Santo - caridade, alegria e paz - ordenam a alma em si mesma em relação ao bem, enquanto a paciência e longanimidade o fazem em relação ao mal. Bondade, benignidade, mansidão e fidelidade a ordenam em relação aos outros; e modéstia, continência e castidade, em relação àquilo que lhe é inferior.

Quais são os requisitos que os exorcistas devem possuir para vencer o mal?

Quais são os requisitos que deve ter um exorcista para vencer o mal? Esta pergunta é a que respondeu o veterano sacerdote exorcista da Diocese de Roma, Gabriele Amorth, que através de um vídeo dirigiu uma mensagem aos participantes do curso sobre exorcismo e oração de libertação que se realizou na Cidade Eterna entre os dias 13 a 18 de abril.Quais são os requisitos que os exorcistas devem possuir para vencer o mal.jpg

Para o sacerdote italiano, três são os elementos que deve exercitar todo exorcista para realizar seu ministério. Aqui suas recomendações:

Uma grande Fé. "Quando os novos Apóstolos não podiam libertar a um jovem -possuído por um demônio- aos pés do Tabor. 'Por que não pudemos expulsá-lo?', perguntaram (...) Em primeiro lugar, por causa de sua pouca Fé", refere o Padre Amorth.

Quando Deus atende as nossas orações?

Um monge beneditino conta o seguinte fato: encontrava-me na feira de uma pequena cidade medieval chamada Chateau d'Eau, na França, e gostava muito de admirar e de prestar atenção no que os outros transeuntes faziam, num determinado dia ouvi algo muito edificante, meditei profundamente e comentei com os outros monges.

Era uma quinta feira. Reparei que havia uma senhora acompanhada de sua filha, uma menina que olhava e admirava monge trapista em oração..jpgtudo com um olhar inocente, parecia-me que olhava tudo aquilo tudo por primeira vez. Porém ela tinha algo de diferente de outras crianças ela só olhava e prestava atenção no que era bonito e maravilhoso.

Quando voltei para o mosteiro comentei a inocência que vi naquela menina e todos ficaram admirados, pois era mais uma inocência que se conservava em meio ao povo.

Eu vos adoro devotamente

Eu vos adoro devotamente, ó Divindade escondida,
Que verdadeiramente oculta-se sob estas aparências,
A Vós, meu coração submete-se todo por inteiro,
Porque, vos contemplando, tudo desfalece.
A vista, o tato, o gosto falham com relação a Vós
Mas, somente em vos ouvir em tudo creio.
Creio em tudo aquilo que disse o Filho de Deus,
Nada mais verdadeiro que esta Palavra de Verdade.
Na cruz, estava oculta somente a vossa Divindade,
Mas aqui, oculta-se também a vossa Humanidade.
Eu, contudo, crendo e professando ambas,
Peço aquilo que pediu o ladrão arrependido.
Não vejo, como Tomé, as vossas chagas
Entretanto, vos confesso meu Senhor e meu Deus
Faça que eu sempre creia mais em Vós,
Em vós esperar e vos amar.
Ó memorial da morte do Senhor,
Pão vivo que dá vida aos homens,
Faça que minha alma viva de Vós,
E que à ela seja sempre doce este saber.
Senhor Jesus, bondoso pelicano,
Lava-me, eu que sou imundo, em teu sangue
Pois que uma única gota faz salvar
Todo o mundo e apagar todo pecado.
Ó Jesus, que velado agora vejo
Peço que se realize aquilo que tanto desejo
Que eu veja claramente vossa face revelada
Que eu seja feliz contemplando a vossa glória. Amem
Adoro te Devote

Adoro te devote, latens Deitas,
Quae sub his figuris vere latitas:
Tibi se cor meum totum subiicit,
Quia te contemplans totum deficit.
Visus, tactus, gustus in te fallitur,
Sed auditu solo tuto creditur.
Credo quidquid dixit Dei Filius:
Nil hoc verbo Veritatis verius.
In cruce latebat sola Deitas,
At hic latet simul et humanitas;
Ambo tamen credens atque confitens,
Peto quod petivit latro paenitens.
Plagas, sicut Thomas, non intueor;
Deum tamen meum te confiteor.
Fac me tibi semper magis credere,
In te spem habere, te diligere.
O memoriale mortis Domini!
Panis vivus, vitam praestans homini!
Praesta meae menti de te vivere
Et te illi semper dulce sapere.
Pie pellicane, Iesu Domine,
Me immundum munda tuo sanguine.
Cuius una stilla salvum facere
Totum mundum quit ab omni scelere.
Iesu, quem velatum nunc aspicio,
Oro fiat illud quod tam sitio;
Ut te revelata cernens facie
Visu sim beatus tuae gloriae.

De Maria nunquam satis

"Maria não foi ainda suficientemente louvada e exaltada, honrada, amada e servida. Ela merece muito maior louvor, respeito, amor e serviço".

Pe. Alex Barbosa de Brito, EP
De Maria nunquam satis... Repetida por São Bernardo de Claraval e outros Santos, este categórico louvor à Mãe de Deus é habitualmente traduzido como: "A respeito de Maria jamais se dirá o bastante". Mas tal afirmação faz recordar tambémNossa Senhora de Fatima..jpgque a nenhum fiel é lícito não ter devoção a Nossa Senhora, pois "a Mãe de Deus é o modelo e a figura da Igreja, na ordem da fé, da caridade e da perfeita união com Cristo".1

As sete palavras do Senhor na Cruz

sextasanta

O profeta Isaías mostra-nos que Jesus foi para a cruz “como um cordeiro que se conduz ao matadouro (Ele não abriu a boca)” (Is 53,7). Mas o Senhor quis deixar-nos as suas últimas palavras, já pregado na Cruz. São aquelas que expressam as suas maiores preocupações e recomendações. A Igreja sempre guardou essas “Sete Palavras” com profundo amor, respeito e devoção, procurando tirar delas todo o seu riquíssimo significado.

1 - “Pai, perdoai-lhes porque eles não sabem o que fazem” (Lc 23,34). Com essas palavras Jesus selava todo o seu ensinamento sobre a necessidade de “perdoar até os inimigos” ( Mt 5,44) .

Na Cruz o Senhor confirmava para todos nós que é possível, sim, viver “a maior exigência da fé cristã”: o perdão incondicional a todos. Na Cruz Ele selava o que tinha ensinado: “Não resistais ao mau. Se alguém te feriu a face direita, oferece-lhe também a outra… Amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, orai pelos que vos maltratam e perseguem. Deste modo sereis filhos do vosso Pai do céu, pois ele faz nascer o sol tanto sobre os maus como sobre os bons” (Mt 5,44-48). “Se não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai vos perdoará”( Mt 6,14).

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Gênesis 37, - História de José

1. Jacó habitou na região onde seu pai havia morado, na terra de Canaã.
2. Eis a história da descendência de Jacó: José, ainda jovem, com a idade de dezessete anos, apascentava o rebanho com seus irmãos, os filhos de Bala e os filhos de Zelfa, mulheres de seu pai; e ele contou ao seu pai as más conversas dos irmãos.
3. Israel amava José mais do que todos os outros filhos, porque ele era o filho de sua velhice; e mandara-lhe fazer uma túnica de várias cores.
4. Seus irmãos, vendo que seu pai o preferia a eles, conceberam ódio contra ele e não podiam mais tratá-lo com bons modos.
5. Ora, José teve um sonho, e o contou aos seus irmãos, que o detestaram ainda mais:
6. “Ouvi, disse-lhes ele, o sonho que tive:
7. estávamos ligando feixes no campo, e eis que o meu feixe se levantou e se pôs de pé, enquanto os vossos o cercavam e se prostravam diante dele.”
8. Seus irmãos disseram-lhe: “Quererias, porventura, reinar sobre nós e tornar-te nosso senhor?” E odiaram-no ainda mais por causa de seus sonhos e de suas palavras.
9. José teve ainda outro sonho, que contou aos seus irmãos. “Tive, disse ele, ainda um sonho: o sol, a lua e onze estrelas prostravam-se diante de mim.”
10. Ele contou isso ao seu pai e aos seus irmãos, mas foi repreendido por seu pai: “Que significa, disse-lhe ele, este sonho que tiveste? Viremos, porventura, eu, tua mãe e teus irmãos, a nos prostrar por terra diante de ti?”
11. Seus irmãos ficaram, pois, com inveja dele, mas seu pai guardou a lembrança desse acontecimento.
12. Os irmãos de José foram apascentar os rebanhos de seu pai em Siquém.
13. Israel disse a José: “Teus irmãos guardam os rebanhos em Siquém. Vem: vou mandar-te a eles.” “Eis-me aqui”, respondeu José.
14. “Vai, pois, ver se tudo corre bem a teus irmãos e ao rebanho, e traze-me notícias deles.” Enviou-o do vale de Hebron, e José foi a Siquém.
15. Um homem encontrou-o errando pelo campo: “Que buscas?” perguntou ele.
16. “Busco meus irmãos, respondeu ele. Dize-me onde apascentam os rebanhos.”
17. E o homem respondeu: “Partiram daqui e ouvi-os dizer: Vamos a Dotain.” Partiu então José em busca dos seus irmãos e encontrou-os em Dotain.
18. Eles o viram de longe. Antes que José se aproximasse, combinaram entre si como o haveriam de matar;
19. e disseram: “Eis o sonhador que chega.
20. Vamos, matemo-lo e atiremo-lo numa cisterna; diremos depois que uma fera o devorou; e então veremos de que lhe aproveitaram os seus sonhos.”
21. Ouvindo-o, porém, Rubem, quis livra-lo de suas mãos: “Não lhe tiremos a vida, disse ele.
22. Não derrameis sangue. Jogai-o naquela cisterna, no deserto, mas não levanteis vossa mão contra ele.” Pois Rubem pensava livrá-lo de suas mãos para o reconduzir ao pai.
23. Quando José se aproximou de seus irmãos, eles o despojaram de sua túnica, daquela bela túnica de várias cores que trazia,
24. e jogaram-no numa cisterna velha, que não tinha água.
25. E, sentando-se para comer, eis que, levantando os olhos, viram surgir no horizonte uma caravana de ismaelitas vinda de Galaad. Seus camelos estavam carregados de resina, de bálsamo e de ládano, que transportavam para o Egito.
26. Então Judá disse aos seus irmãos: “Que nos aproveita matar nosso irmão e ocultar o seu sangue?
27. Vinde e vendamo-lo aos ismaelitas. Não levantemos nossas mãos contra ele, pois, afinal, é nosso irmão, nossa carne.” Seus irmãos concordaram.
28. E, quando passaram os negociantes madianitas, tiraram José da cisterna e venderam-no por vinte moedas de prata aos ismaelitas, que o levaram para o Egito.
29. Rubem voltou à cisterna, e eis que José já não estava ali.
30. Rasgou então suas vestes e voltou para junto dos seus irmãos: “O menino desapareceu, disse ele. E eu, para onde irei?”
31. Tomaram então a túnica de José, mataram um cabrito e a mergulharam no seu sangue.
32. E mandaram-na levar ao seu pai com esta mensagem: “Eis o que encontramos: vê se não é, porventura, a túnica do teu filho.”
33. Jacó reconheceu-a e exclamou: “É a túnica de meu filho! Uma fera o devorou! José foi estraçalhado!”
34. E, rasgando as vestes, cobriu-se de um saco, e chorou o seu filho por muito tempo.
35. Todos os seus filhos e filhas vieram consolá-lo, mas ele não aceitou nenhuma condolência: “É chorando, disse ele, que descerei para junto de meu filho na habitação dos mortos.” Foi assim que o seu pai o chorou.
36. Os madianitas venderam-no a Putifar, no Egito, eunuco do faraó e chefe da guarda.

Bíblia Ave Maria Pág. 85

A importância do perdão

carvão

O pequeno Zeca entra em casa, após a aula, batendo forte os seus pés no assoalho da casa. Seu pai, que estava indo para o quintal para fazer alguns serviços na horta, ao ver aquilo chama o menino para uma conversa.

Zeca, de oito anos de idade, o acompanha desconfiado. Antes que seu pai dissesse alguma coisa, fala irritado:

Meditando sobre o amor…

care for your heart

Desprender nosso coração da terra e voltá-lo para o céu; carregar valorosamente a cruz de cada dia e aceitar, com júbilo, os sacrifícios que se nos deparam no decorrer da existência são coisas penosas a que a natureza humana dificilmente se afaz. Só o auxílio de uma coisa cuja força e amabilidade nos sejam atrativos contínuos e uma alegria que compense as agruras da vida é que nos poderão facilitar o cumprimento dessa rude tarefa.

A misericórdia atraiu o maior milagre da História

Após o pecado original, a humanidade havia contraído uma dívida com o Criador. Normalmente, quando alguém deve determinada quantia a outrem, paga-lhe exatamente o débito ou, às vezes, devolve-lhe com juros. Porém, como poderia o homem, finito como é, satisfazer o Infinito? Só mesmo alguém Infinito poderia oferecer, com idêntica dignidade, a paga ao Deus infinito, em lugar dos homens finitos: este foi precisamente o motivo da Encarnação de Jesus Cristo. (1)Menino-Jesus_Arautos.jpg
Entretanto, consideremos um pouco a amplitude de tal satisfação, que manifesta um grande amor de Deus para conosco e um reflexo tão alto do poder divino que escapa completamente tanto à cogitação humana quanto à angélica, (2) pois, "[...] ao Se encarnar no seio puríssimo de Maria, Nosso Senhor fez o milagre negativo de assumir um corpo padecente". (3) Eis o mistério que pasma toda criatura: Ele veio à nossa humanidade, sem deixar a divindade, para ser imolado no Sagrado Madeiro e, assim, comprar e reatar nossa amizade com Deus!

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