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quinta-feira, 27 de abril de 2017

Aborto: uma dor que não acaba

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Alguns episódios nos marcam de tal forma, passando a nos acompanhar dia a dia, trazendo muitas sombras em nossa vida. Eles devem ser trabalhados. Se a pessoa quiser libertar-se deles, tem de fazer uma longa caminhada e ir aos poucos colocando tudo em seu lugar, clareando bem as dimensões do fato. Uma verdadeira terapia, precedida de um trabalho junto à própria consciência.
Para uma pergunta formal, a resposta também é formal e exata. Assim acontece quando nos perguntam: Aborto é pecado? A resposta é um sim, que às vezes desequilibra a pessoa.

Isso acontece porque as pessoas não conseguem analisar-se e analisar o fato, e quando procuram o padre estão confusas e desesperadas. O momento fica dependendo da sabedoria do confessor que deve analisar situação por situação antes de dar seu parecer. A partir de uma análise, o ocorrido pode adquirir nova moralidade.
O aborto sempre será um erro grave, que traz conseqüências bem pesadas, pois é uma violência à natureza e à vida. Há contudo determinadas circunstâncias que mudam a espécie de pecado, assim aprendemos nos antigos manuais de teologia no tratado da formação da consciência. Então pode acontecer que um aborto, apesar de ser um erro grave, não seja um pecado no sentido em que nos habituamos a usar esse termo.
Falando bem claro: Quando um aborto acontece naturalemente, sem que a pessoa tenha procurado ou feito algo para provocá-lo, esse aborto nunca foi e nem será pecado. A natureza não tinha condição de levar em frente a gravidez, por isso aconteceu o inesperado. Ninguém precisa carregar peso na consciência nesse caso.
Quando a pessoa provocou o aborto ou praticou-o, ela seria responsável. Mas geralmente há circunstâncias que cercam a gravidez tornando difícil a clareza de uma resposta. Temos de analisar caso por caso. Às vezes se está diante de um fato que não permite ver outra saída: pressão dos familiares, exclusão, pressão social, falta de direção e escolha de caminhos. Situações que impedem um discernimento consciente, uma tranqüilidade para decidir e assumir a criança. Sob essas pressões, a pessoa acaba fazendo um erro que deixa marcas sem contudo ter cometido um pecado, pela falta de poder de decidir, pela falta de liberdade de opção.
Em todo o caso, é bom colocar tudo nas mãos de Deus, abrindo-se a um confessor que a possa ajudar. Tenha contudo certeza de que Deus julga de modo diferente do nosso.
Deus sempre perdoa o arrependido e, uma vez perdoado, o pecado já não existe, embora a marca persista.
Quanto à marca, cada vez que se lembrar, pense que isso é passado e já está nas mãos de Deus, que já a perdoou e vai acolhê-la na sua bondade como o Pai querido. Não podemos ficar remoendo a vida toda ou remexendo no passado; nem podemos julgar nosso passado com a consciência que temos hoje... Podemos sim analisar para compreender, para poder ajudar outras pessoas que passarem por esse desacerto, ou antes que passem.
"No entanto, lembremo-nos sempre do quinto Mandamento da Lei de Deus: NÃO MATAR e portanto nínguem deve provocar o aborto, porque Deus é o Deus da vida e nenhuma pessoa tem o direito de retirar a vida de outra pessoa pelo motivo que for."
Texto extraído do Livro: Religião também se aprende - Padre Hélio Libardi (editora Santuário).

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