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sexta-feira, 28 de abril de 2017

Correntes de oração: Coisa séria ou um desrespeito?

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Em quase todas as igrejas, nos últimos bancos ou nos pés dos santos, encontramos as famosas "correntes de oração", com descrições de prêmios recebidos ou de castigos sobre quem interrompeu a corrente ou não fez o número exato de cópias de acordo com o pedido.

Alguns textos estão cheios de erros, porque são cópias de tantas cópias já malfeitas. É admirável a criatividade de quem monta esses mecanismos para desestabilizar as pessoas.
O medo do sagrado já assusta muita gente e impressiona tanto que a pessoa acaba fazendo as cópias e enchendo a paciência de outro tanto de pessoas. Não querem que a corrente seja interrompida em suas mãos, nem analisam o texto, nem percebem que a sua estrutura básica é igual a outros textos.

Sabemos pela leitura da Bíblia e vendo como Jesus rezava que esse não é um meio nascido de Deus pelo qual podemos alcançar uma graça ou o bem-estar que procuramos. Jesus era tão sereno para rezar; criticou os fariseus que eram barulhentos em suas práticas religiosas.
Por que usar essa técnica para levar as pessoas a acreditarem em um Deus bondoso?
Podemos fazer propaganda de uma oração que achamos bonita ou que foi boa para nós em determinado momento da vida, mas no fundo a oração acaba tendo sentido quando é reflexo da vida interior de contato com Deus em cada pessoa. É positivo ensinar a reza do terço, o Pai-nosso, a Ave-Maria e outras rezas, contanto que usemos uma maneira adequada que se aproxime do jeito de Jesus e do jeito da Igreja.
O medo não nos pode impressionar. Por isso ninguém deve levar em frente essas correntes de oração. Pode seguramente queimar ou rasgar, sem levar em conta os referidos castigos.
Não passem para a frente, porque vai levar confusão para outros. Essas correntes são frutos da imaginação doentia de alguns, usando uma boa estratégia de divulgação.
Quase o mesmo poderíamos dizer das orações poderosas a Santo Antônio, Santo Expedito etc. A oração até pode ser boa, mas no final aparece o indesejável: fazer um certo número de cópias ou publicar algumas vezes no jornal como ação de graças pelo benefício recebido. Não há outro meio de se mostrar agradecido?
Seria muito melhor se ajudassem as crianças carentes ou de rua, ajudassem os idosos, os cegos, os doentes ou o dízimo de sua paróquia. Ninguém está obrigado a mandar imprimir as cópias ou publicar nos jornais. Precisamos nos libertar disso e deixarmos de ser supersticiosos. Essas formas esdrúxulas de fazer divulgação dos santos ou das coisas de Deus é uma falta de respeito com as coisas sagradas. Lembramos os antigos que diziam: "As coisas santas devem ser tratadas santamente".
Rezem muito, sem esse medo que prende as pessoas.
Uma oração que liberta nos coloca em contato com o Pai que é amor e bondade e na sua presença.
Texto extraído do Livro: Religião também se aprende - Padre Hélio Libardi (editora Santuário).

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