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quarta-feira, 26 de abril de 2017

Destino: uma estória ou uma realidade?

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O consolo que muitas pessoas nos trazem em certas horas não passa de incapacidade de analisar situações e de encontrar a explicação exata no momento. É fácil ser fatalista e dizer: "É o destino"; "Estava marcado"; "Tinha de passar por isso".
Entendem o destino como uma necessidade cega, uma força contra a qual não adianta lutar. Já os antigos gregos figuravam o destino em uma estátua com coroa, cetro, uma uma de segredos, uma roda com correntes e a terra sob os pés; uma forma de mostrar a fatalidade.
E quantas pessoas hoje se alimentam do destino e o acatam como a única explicação viável para tantos acidentes e acontecimentos da vida. Por isso mesmo vivem em adivinhos, em leitores de cartas, tarôs, búzios, horóscopos, acreditando que uma pessoa tenha força para evitar a má sorte.

Outros vivem assustados com despachos, trabalhos das religiões afro-brasileiras, como se entre Deus e nós houvesse um ser misterioso.
É possível até falar em destino entendendo certas conseqüências naturais da vida e de atitudes tomadas no passado que certamente vão produzir resultados no futuro. Assim encaramos a hereditariedade, pela qual o filho tem de herdar do pai e da mãe traços da personalidade, da feição, doenças hereditárias e outros problemas. Podemos chamar de destino o resultado de abusos e de atitudes que tomamos no passado e que deixaram seqüelas para o futuro. Se quisermos, até podemos dizer ser destino, aquilo que é uma herança ou conseqüência normal e lógica. Mesmo assim não se trata de uma fatalidade, pois há tratamentos e possíveis curas.
O que não existe é essa força estranha, esse ser misterioso que determina a vida e o que deve acontecer. Tem uma cultura muito primitiva quem admite esse tipo de crença e intervenção em sua vida. Temos de aprender a procurar explicações para o que acontece. Temos de descobrir o sentido da vida e que nem tudo o que tem feição de mal é tão mal como parece. Na distância dos fatos, mais tarde, vamos ver que aquilo que julgamos uma tragédia foi um bem muito grande.
Deus é que está conosco. Não precisamos viver assustados, intimidados pelas coisas que acontecem e para as quais ainda não temos explicações. Amanhã poderemos perceber ao termos uma visão mais ampla e menos emocional.
Para nós cristãos não há por que se intimidar com despachos, trabalhos, horóscopos, correntes de oração, fetiches.
Deus age pela sua Providência e só a confiança em Deus é suficiente para nos encorajar e não nos deixar entregues a esse esquema que se monta para justificar momentos infelizes e aparentemente inexplicáveis.
É um atraso de vida crer em destino e se tornar dependente de pessoas que dizem ter o poder de fazer o mal ou definir a vida. Precisamos ler mais, abrir a cabeça para ganhar poder de análise e para não se prender a esses mecanismos de uma dominação vergonhosamente primitiva.
Texto extraído do Livro: Religião também se aprende - Padre Hélio Libardi (editora Santuário).

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