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terça-feira, 25 de abril de 2017

Devoções: uma prática que obriga?

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Há cenas práticas que são necessárias para se manter a fé sempre viva e para expressar a comunhão com a comunidade, mas há práticas que são opcionais. Na vida cada um escolhe seu modo de caminhar para Deus e de trabalhar seu interior. Muitas pessoas nos ensinam caminhos que elas já percorreram e que podem realmente facilitar o crescimento espiritual. No final de tudo a decisão é de cada um.
Essas práticas entram no rol das devoções. Devoção a um santo nos leva a conhecer sua vida, seu trabalho, sua espiritualidade e tentar imitar suas virtudes, não é só um ato de piedade. Existem devoções que são atos de piedade, assim como as orações que rezamos diariamente, a prática de acender velas aos santos, a recitação do terço, a devoção às primeiras sextas etc.

Somos aconselhados a fazer aquelas práticas que nos ajudam a manter e aumentar a fé. Não somos obrigados às práticas piedosas que também nos ajudam, mas dependem de uma escolha pessoal.
Fico sempre pensando na precariedade de cenas devoções iniciadas por conselho de alguma visão. Se nós fizéssemos tanta propaganda da missa aos domingos como se faz das primeiras sextas, teríamos muito mais gente na comunidade. Devíamos valorizar as missas dos domingos, mas o que fazer com quem acredita em ser salvo sem fazer muito esforço?
Ficamos penalizados ao ver pessoas correndo de um lado para outro para aproveitar todas as oportunidades de se salvar através de promessas fáceis. E mais penalizados ao ver que alguns levam quase metade do dia lendo um volume de rezas que recheiam seu devocionário na cabeceira de sua cama.
Muito mais estranha é a necessidade que alguns sentem de passar e repassar todas as imagens de uma igreja, como sinal de sua fé. Tudo isso revela uma ingenuidade da fé de quem se amarra facilmente a fórmulas e números para arrancar de Deus a salvação que é totalmente gratuita e não depende desses gestos.

Ninguém está criticando uma devoção, estamos comentando o exagero
e a falsa idéia de que cumprindo uma série de dias com tais ou tais práticas já se está salvo. Estamos orientando para que as pessoas tenham suas devoções, mas que não sejam ingênuas amarrando-se a elas como uma tábua de salvação, e nem vivam cheias de escrúpulos por não terem conseguido cumprir a ordem do dia que era a recitação de uma centena de orações.
Jesus falou mesmo: "Quando orardes não multipliqueis as palavras...". Acho que nos faz falta ter aprendido a rezar com as mãos, repartindo nosso pão e nosso amor com os necessitados.
Texto extraído do Livro: Religião também se aprende - Padre Hélio Libardi (editora Santuário).

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