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quinta-feira, 13 de abril de 2017

Jesus diante de Pilatos e de Herodes

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1. Levantou-se a sessão e conduziram Jesus diante de Pilatos,
2. e puseram-se a acusá-lo: Temos encontrado este homem excitando o povo à revolta, proibindo pagar imposto ao imperador e dizendo-se Messias e rei.
3. Pilatos perguntou-lhe: És tu o rei dos judeus? Jesus respondeu: Sim.
4. Declarou Pilatos aos príncipes dos sacerdotes e ao povo: Eu não acho neste homem culpa alguma.
5. Mas eles insistiam fortemente: Ele revoluciona o povo ensinando por toda a Judéia, a começar da Galiléia até aqui.

6. A estas palavras, Pilatos perguntou se ele era galileu.
7. E, quando soube que era da jurisdição de Herodes, enviou-o a Herodes, pois justamente naqueles dias se achava em Jerusalém.
8. Herodes alegrou-se muito em ver Jesus, pois de longo tempo desejava vê-lo, por ter ouvido falar dele muitas coisas, e esperava presenciar algum milagre operado por ele.
9. Dirigiu-lhe muitas perguntas, mas Jesus nada respondeu.
10. Ali estavam os príncipes dos sacerdotes e os escribas, acusando-o com violência.
11. Herodes, com a sua guarda, tratou-o com desprezo, escarneceu dele, mandou revesti-lo de uma túnica branca e reenviou-o a Pilatos.
12. Naquele mesmo dia, Pilatos e Herodes fizeram as pazes, pois antes eram inimigos um do outro.
13. Pilatos convocou então os príncipes dos sacerdotes, os magistrados e o povo, e disse-lhes:
14. Apresentastes-me este homem como agitador do povo, mas, interrogando-o eu diante de vós, não o achei culpado de nenhum dos crimes de que o acusais.
15. Nem tampouco Herodes, pois no-lo devolveu. Portanto, ele nada fez que mereça a morte.
16. Por isso, soltá-lo-ei depois de o castigar.
17. [Acontecia que em cada festa ele era obrigado a soltar-lhes um preso.]
18. Todo o povo gritou a uma voz: À morte com este, e solta-nos Barrabás.
19. (Este homem fora lançado ao cárcere devido a uma revolta levantada na cidade, por causa de um homicídio.)
20. Pilatos, porém, querendo soltar Jesus, falou-lhes de novo,
21. mas eles vociferavam: Crucifica-o! Crucifica-o!
22. Pela terceira vez, Pilatos ainda interveio: Mas que mal fez ele, então? Não achei nele nada que mereça a morte; irei, portanto, castigá-lo e, depois, o soltarei.
23. Mas eles instavam, reclamando em altas vozes que fosse crucificado, e os seus clamores recrudesciam.
24. Pilatos pronunciou então a sentença que lhes satisfazia o desejo.
25. Soltou-lhes aquele que eles reclamavam e que havia sido lançado ao cárcere por causa do homicídio e da revolta, e entregou Jesus à vontade deles.

Lucas  23,  1- 25  Mateus   27,  11-26  Marcos   15,  1-15  João  18,  28-19,16

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