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terça-feira, 4 de abril de 2017

São Francisco e o Papa Inocêncio III

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“Na verdade, é por meio desse homem piedoso e santo que a Igreja de Deus será restabelecida nas suas bases!” (Papa Inocêncio III)

Um dos papas mais importantes da História da Igreja foi Inocêncio III. A influência máxima da Igreja na Idade Média (476-1453) foi atingida no pontificado deste papa, que foi eleito pelo Colégio dos cardeais em 8 de Janeiro de 1198, por unanimidade. Seu nome era Satário de Segui, inteligente e enérgico; estudou na Universidade de Paris (Sorbonne) e na de Bolonha e adquiriu sólidas bases intelectuais. Uma vez escreveu ao bispo de Liège que: “Aquele a quem incumbe o serviço das almas deve brilhar pelo exemplo e pela ciência como um facho” [Daniel Rops,  A Igreja das Catedrais e das Cruzadas, Ed. Quadrante, vol. III, pg. 160, SP, 1993.

Inocêncio III sabia, de memória, as frases de São Bernardo, do “De consideratione”. Ele combateu os velhos erros da simonia (compra e venda de funções e cargos religiosos) e o nicolaísmo (concubinato) e emitiu muitas bulas reformadoras. Convocou o IV Concílio do Latrão, em Roma, em 1215, com 412 bispos, 800 abades ou priores, que mais se preocupou com a reforma moral, em mais de vinte cânones. Incentivou as Ordens religiosas e aprovou a de São Francisco.

Na véspera do dia em que São Francisco de Assis foi com os seus doze amigos, pedir a Inocêncio III que os autorizasse a pregar, este Papa teve um sonho no qual a sua Catedral balançava prestes a cair, mas surgia um monge enviado por Deus, que, sozinho, apoiando-se contra as muralhas vacilantes, impedia que caísse. Era esse homem jovem, magro, vestido com um burel: São Francisco.

Quando Inocêncio III reconheceu em São Francisco aquele monge pobre com um burel surrado que sustentava sua Catedral para que não caísse, entendeu que Deus tinha uma grande obra a fazer através do pobre monge. Disse-lhe:

“Na verdade, é por meio desse homem piedoso e santo que a Igreja de Deus será restabelecida nas suas bases!”

Desceu do seu trono, abraçou o pobre Francisco e dirigindo-se a seu pequeno número de discípulos, disse:

“Ide com Deus, meus irmãos, e pregai a penitência segundo a inspiração do Senhor. E, quando o Todo-Poderoso vos tiver feito crescer, voltai a procurar-me e eu vos concederei então, muito mais do que hoje”. (DR, vol. III, pg.1645).

São Francisco não entendeu a mensagem do Papa e pensou que devia restaurar com seus amigos a arruinada capela de São Damião onde rezava com eles, pois o Santo já tinha ouvido o Senhor lhe dizer do Crucifixo desta capela: “Francisco, vai e reconstrói a minha casa, porque está a ponto de desabar”.

E Francisco, com a sua vida e a sua obra, reformou a Igreja católica em sua época. Mesmo Renan, apóstata, escreveu um dia que Francisco de Assis foi aquele que teve “o sentimento mais vivo de sua relação filial com o Pai”.

Como sabemos a Obra franciscana cresceu rapidamente. Os Menores franciscanos contavam 110 casas com 25.000 religiosos no século XII; em 1316, tinham 30.000 irmãos distribuídos em 1400 conventos, de onde partem para pregar a lei de Deus.

É a força e o poder do santo. Por isso, o Papa João Paulo II disse que a santidade ]é a força mais poderosa para levar os homens a Jesus Cristo.

Prof. Felipe Aquino

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