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sexta-feira, 26 de maio de 2017

Deus Pessoa

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Toda pessoa procura alguém para entrar em comunhão, para estabelecer um dialogo. Somos seres dialogantes, necessitados de afeto, de amor. Ao mesmo tempo percebemos que em nós existe a vontade de retribuir o amor. Deus é amor. Esta definição por São João na primeira carta (4,16) nos introduz no mundo do novo da intimidade e do conhecimento de Deus.
Para o israelita, Deus não é um nome vazio, nem um conceito abstrato. Iahweh é o Deus de Israel. O primeiro, israelita que caminha à frente do povo. Combate em favor do povo, educa-o na dura travessia do deserto, mostra-lhe constantemente os preceitos que deve seguir para possuir a felicidade.

É invocado como um ser pessoal, vivo, atuante. Manifesta-se o relacionamento como povo numa linguagem altamente antropomórfica; o dialogo por isso assume tons familiares. Insistentes, de confiança, de queixas. O povo não tem medo de apresentar a Deus os problemas e dificuldades que o perturbam, numa oração-vida, mistura da pura cotidianidade com todos os problemas que carrega.
Uma leitura rápida, e quem sabe superficial, das orações da Bíblia, poderia levar-nos a cometer um erro de perspectiva, pensar que o povo não vê outros problemas além daqueles da vida diária, não tem outra preocupação a não ser o alimento, a roupa, a saúde. Orações materialistas. Devemos compreender que para o israelita a vida é dom supremo que recebeu de Deus, a experiência espiritual e a fé na vida eterna vão lentamente assumindo uma presença mais firme no meio do povo. A oração é a expressão mais alta da confiança e do amor que alguém consegue ter com Deus.
Um desabafo do coração. Intimidade tão próxima e familiar que até cria certa desconfiança em nós, que temos uma vida de intensa oração.
Esta breve visão da oração, da compreensão das palavras que a Bíblia usa para manifestar o sentido do homem orante que se apresenta diante de Deus com os seus sentimentos, nos ajuda a entender que não podemos rezar separando a vida da espiritualidade. É o todo que deve ser assumido. A oração como fermento vai dando sentido ao nosso agir, fazendo-nos questionadores de toda forma de injustiça e de mal.
É no diálogo com o Senhor que vamos discernir o que devemos fazer. Santa Teresa, tendo chegado ao ponto Maximo da sua intimidade com Deus, exclama: “Obras quer o Senhor”. Nas obras o mistério do amor se revela e manifesta. Quanto mais estamos inseridos no trabalho comprometido com o povo, mais vamos necessitar de momentos fortes de diálogo e encontro com Deus.
O encontro com Deus acontece no caminho da cruz e do sofrimento; a pessoa é sempre o resultado de uma longa via-sacra marcada pela sexta-feira santa e pelo silencio do sábado santo. Devemos desconfiar de uma oração que não nos faz sentir todo sofrimento do povo que busca a sua libertação. A libertação do homem integral que se vende debaixo das escravidões, decide sair do Egito e vai ao deserto para ser purificado.
São João da Cruz, o cantor da “Noite da Escura” nos apresenta a noite como caminho para contemplar a luz. É a noite que se inicia a caminhada, e só os que não desanimam poderão chegar ao cimo da montanha onde “só existe a hora e a glória de Deus”.
Frei Patrício Sciadini, OCD
Fonte: ASJ

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