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sábado, 13 de maio de 2017

O valor infinito da Missa

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A Missa é ao mesmo tempo, e inseparavelmente, o memorial sacrifical, no qual se perpetua o sacrifício da cruz, e o banquete sagrado da comunhão no Corpo e no Sangue do Senhor” (Catecismo da Igreja Católica, 1382). A Eucaristia realiza a Igreja através do ato da Consagração feito pelo sacerdote. A Missa torna presente, a cada momento em que é celebrada, o sacrifício de Jesus que nos trouxe a salvação.

Há dois acontecimentos salvíficos na Sagrada Escritura: no Antigo Testamento, quando Moisés tirou o povo do Egito, e no Novo Testamento, quando Jesus morreu no Calvário. Na história do Antigo Testamento, depois que Deus libertou os israelitas do Egito, mandou que eles nunca se esquecessem do que o Senhor tinha feito por eles. “Guarda-te de esquecer que o Senhor te tirou do Egito, da casa da servidão” (Dt 6,12). E, não somente teriam que lembrar-se do fato mas, em todos os anos, celebrar o que tinha acontecido. Reuniam as famílias, matavam um cordeiro sem mácula e comiam com o pão e as ervas amargas, da mesma maneira como foram ordenados a fazer na véspera da saída do Egito. Desta forma, o evento permanecia vivo na mente e no coração povo.
A jornada dos hebreus, saindo do Egito, foi iniciativa de Deus. E, durante toda a caminhada, eles foram enfrentando a realidade do momento, dificuldades e angústias, como na caminhada da vida. Deus ia, aos poucos, tirando-lhes todo o apoio para que ficassem em completa dependência d’Ele e n’Ele confiassem de maneira definitiva. Assim, ao entrarem na Terra Prometida, Deus seria o único Senhor em quem confiariam, e não nas riquezas ou na abundância da nova terra.
No Novo Testamento, Jesus disse na Última Ceia: “Fazei isto em memória de mim” (Lc 22,19) quando acabava de transformar o vinho no seu Sangue e o pão no seu Corpo, demonstrando o que haveria de acontecer no Calvário. Na Missa, o sacerdote diz estas mesmas palavras de Jesus, proclamando um evento de dimensões infinitas, entrando assim, em tempo de eternidade.
O acontecimento não é repetido: nós é que nos tornamos presentes a ele, porque o tempo de Deus é aqui e agora, um momento eterno, um momento-sacramento. Em outras palavras, nós recordamos o sacrifício que nos salvou, não da mesma forma que os israelistas recordavam a libertação do Egito, como uma memória apenas, mas, como uma vivência na qual continuamos a receber, conforme nossa disposição interior, as graças infinitas da nossa libertação pela Cruz, aplicada hoje.
É Jesus, Deus e homem verdadeiro, que eleva a humanidade a um nível divino, libertando-a do mal: do pecado, da doença, do demônio e da morte. É Jesus quem nos dá o Pão do Céu para nos sustentar nesta caminhada da vida, dependendo só d’Ele, confiando totalmente em Sua providência. De todos os eventos do Novo Testamento, o mais central e importante é que Jesus tomou sobre si nossos pecados e pagou a pena destes pecados em nosso lugar. Morreu e foi sepultado. Ressuscitou e vive para sempre. Da mesma forma, nós seremos ressuscitados.
Pois, “se o Espírito daquele que ressuscitou Jesus dos mortos habita em vós, ele, que ressuscitou Jesus dos mortos, também dará a vida aos vossos corpos martais, pelo seu Espírito que habita em vós” (Rm 8, 11). Esta é a grande verdade que nos revela cada Missa que participamos com orações e ações de graças. A Morte e a Ressurreição de Jesus foram os meios pelos quais Deus nos libertou e nós contemplamos este mistério a cada Missa.
O poder da salvação de Jesus inclui toda a nossa vida humana. Por isso, a celebração da Missa traz em si o poder de curar-nos física, emocional, psíquica e espiritualmente. A Missa é um derramento de Amor do próprio Deus. Vivenciando este mistério de amor, também fazemos o que Jesus nos mandou: “Fazei-o em memória de mim” (1 Cor 11,25).
O Papa João Paulo II nos fala na Encíclica “Veritatis Splendor”, 107: “Ao participar no sacrifício da Cruz, o cristão comunga do amor de doação de Cristo, ficando habilitado e comprometido a viver esta mesma caridade em todas as atitudes e comportamentos de vida”. Que neste novo tempo que iniciamos, possamos ser testemunhas da Salvação de Jesus, nós que vivemos este mistério de valor infinito na Mesa Eucarística, hoje, e d’Ele recebemos graça sobre graça.
Fonte: asj

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