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quarta-feira, 7 de junho de 2017

O cristão e a tatuagem

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O termo tatuagem significa desenho aberto na pele humana com agulhas e tintas apropriadas e a palavra em português vem do francês tatouage, que por sua vez tem origem taitiana.
A arte da tatuagem provavelmente surgiu na Nova Zelândia, uma tradição das tribos Maori em que somente os mais bravos e corajosos guerreiros podiam ser tatuados. Mas há indícios de tatuagem em múmias de 2.000 atrás! Já em outras ilhas do Pacífico a tatuagem era somente feita nos nobres de cada tribo.
Isso mostra que a tatuagem sempre foi privilégio de poucos. Além disto, era costume desde a mais remota antiguidade que os escravos trouxessem em si o nome de seus senhores. No caso do Brasil os índios já se tatuavam antes da chegada dos portugueses, em 1.500. E o costume sobrevive até hoje em algumas tribos. Os Tupinambás faziam tatuagem nos guerreiros que capturavam inimigos. A pintura corporal é bastante valorizada dentro da cultura indígena.
Entre cerca de 200 etnias que vivem no território brasileiro, há grande variedades de desenhos. É de se notar que são poucos os índios que praticam a tatuagem definitiva, aquela em que a tinta é perfurada na pele, uma marca tribal para caracterizar os indivíduos de um mesmo povo. Um exemplo conhecido de índios tatuados são os Karajás, da Ilha do Bananal, que tatuam círculos nas faces.
Entretanto o mais complexo exemplo da tatuagem tribal brasileira são os índios artistas da tribo Kadiwéu, que vivem na fronteira do Brasil com o Paraguai e que são famosos pela arte refinada de seus desenhos geométricos. Os Kadiwéu são os remanescentes da Nação Guaikuru, dos temíveis índios cavaleiros que dominavam toda a região e resistiram á colonização por séculos. Os desenhos faciais e corporais destes guerreiros fascinaram muitos exploradores.
O jesuíta José Sanches Labrador conviveu com os Guaikuru em 1.760 e escreveu como eram feitas as tatuagens na época. A pele era furada com espinho até escorrer o sangue, quando colocavam cinzas de folhas de uma palmeira ou a tinta do jenipapo. Antes da cicatrização, o ferimento inchava e o tatuado sentia muitas dores, até cair a casca preta e o desenho ficar azulado. As tatuagens eram feitas entre 14 e 16 anos, quando o jovem já tinha forças para suportar o sofrimento.
A tatuagem se liga a crenças primitivas e se insere nas províncias da magia. Não deixa de ser um amuleto, funcionando como um talismã contra os males, o que evidentemente não produz efeito algum. Trata-se de uma atitude que fere os princípios da verdadeira crença na providência de Deus e na fé em Jesus Cristo, único salvador.
É uma representação burlesca da religião e até uma afronta ao Criador, pois se quer atrair uma proteção por meios inteiramente destituídos de sentido. A tatuagem é uma exploração também da crendice popular que aguarda de processos inteiramente inócuos resultados que não passam de miragem.
Há ainda uma agressão à pele órgão delicado que recobre o corpo humano externamente, consistindo em epiderme e derme, e situado sobre tecidos subcutâneos e que não deixa de ser agredida. Algumas vezes pode se torna a tatuagem foco de infecções, exigindo tratamento específico por parte dos dermatologistas.
Sob o ponto de vista religioso é de se notar ainda que tatuagem dos símbolos da Nova Era é uma falta grave diante de Deus, bem como uma acentuada superstição por parte de alguns batizados que pensam que a tatuagem vai dar sorte e atrair influências boas ou afastar os influxos maus de certos ambientes ou locais parecem exercer influições benéficas ou malignas sobre as pessoas ou as coisas.
O sinal do cristão é a cruz de Cristo recebido no dia sagrado e venturoso do batismo. O verdadeiro cristão é aquele que repete sinceramente com São Paulo: "Eu sei em que eu confiei" (2 Tm 1,2) e não gasta dinheiro, nem perde tempo com fantasias inúteis e deletérias.

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