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quarta-feira, 7 de junho de 2017

O Jugo do Senhor é Leve

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É DIFÍCIL, talvez impossível, encontrar uma pessoa que não esteja sofrendo alguma dor, doença ou preocupação de um tipo ou de outro. Não deve acontecer com o cristão o que comenta São Gregório Magno: “Há alguns que querem ser humildes, mas sem serem desprezados; querem contentar‑se com o que têm, mas sem padecer necessidade; ser castos, mas sem mortificar o corpo; ser pacientes, mas sem que ninguém os ultraje. Quando procuram adquirir virtudes, e ao mesmo tempo fogem dos sacrifícios que as virtudes trazem consigo, assemelham‑se aos que, fugindo do campo de batalha, quereriam ganhar a guerra vivendo comodamente na cidade”. Sem dor e sem esforço, não há virtude.

Devemos contar com dificuldades, com preocupações e com penas; numas épocas, manifestar‑se‑ão de uma forma mais custosa, e em outras, serão mais leves; mas, junto de Cristo, serão sempre suportáveis. Estas contradições – grandes ou pequenas – aceitas e oferecidas a Deus, não oprimem; pelo contrário, preparam a alma para a oração e para ver a Deus nos pequenos acontecimentos da vida. O Senhor não permitirá que nos chegue nenhuma dor, nenhum apuro, que não possamos enfrentar se recorremos a Ele pedindo ajuda. Se alguma vez tropeçamos com uma contrariedade maior, o Senhor nos dará também uma graça maior: “Se Deus te dá a carga, Deus te dará a força”.
Enquanto estivermos na terra, devemos contar com as dificuldades como coisa normal. Já São Pedro advertia os primeiros cristãos: Caríssimos, quando Deus vos provar com o fogo da tribulação, não vos perturbeis como se vos acontecesse alguma coisa de extraordinário. Não nos surpreendamos; a senda da felicidade e da eficácia passa precisamente pelo caminho da Cruz: todo o ramo que, unido à videira, dá fruto, o Senhor poda‑o para que dê mais fruto. Mas nunca nos deixa sozinhos; está sempre junto dos seus, especialmente quando mais se faz notar o peso da vida.
O Senhor deseja que enfrentemos as contrariedades com paz, com rijeza, com alegria e confiança nEle, sabendo que nunca “falhou aos seus amigos”, especialmente se estes só desejam fazer a Sua vontade. Junto do Sacrário – enquanto dizemos talvez: Adoro te devote, latens deitas, adoro‑te com devoção, Deus escondido –, verificaremos que, mesmo nos casos aparentemente sem saída, a carga junto de Cristo se torna leve e o seu jugo suave. Ele ajuda‑nos a ter paciência e a encarar os obstáculos com espírito esportivo e, sempre que seja possível, com bom humor, como fizeram os santos. Com esta atitude, fazemos um grande bem à nossa alma e à de todos aqueles que vivem perto de nós.
Espírito esportivo e alegria para enfrentarmos tudo o que nos contraria ou nos é menos grato, o que se opõe aos nossos planos ou produz pesar e dor. E também simplicidade e humildade para não inventarmos problemas e dores que na realidade não existem, para deixarmos de lado as desconfianças, para não complicarmos falsamente a vida.
Porque, ainda que os obstáculos sejam reais e se deva contar com eles, corre‑se por vezes o risco de exagerá‑los, dando‑lhes excessiva importância. Pode acontecer de vez em quando que cheguemos a pensar que não fazemos nada de proveito, que tudo vai de mal a pior, que somos ineficazes na ação apostólica, que o ambiente pesa de tal maneira que não adianta ir contra a corrente… É uma visão deformada das coisas, talvez por não contarmos com a verdadeira realidade: somos filhos de Deus, e nunca nos faltará a graça para alcançarmos um bem muito maior.
Junto do Senhor, e com a proteção de Santa Maria, refugium nostrum et virtus, nosso refúgio e fortaleza, saberemos matizar e definir aquilo que não vai tão bem, pediremos ajuda ao diretor espiritual, e aquilo que nos parecia tão custoso tornar‑se‑á fácil de enfrentar. Este espírito otimista, alegre e cheio de fortaleza, é imprescindível para progredirmos no amor de Deus e para levarmos a cabo uma fecunda atividade apostólica. A alma rodeada de dificuldades robustece‑se, torna‑se generosa e paciente. Nos obstáculos, devemos ver sempre a grande ocasião de nos tornarmos fortes e de amarmos mais.
Fonte: Falar com Deus.

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