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segunda-feira, 5 de junho de 2017

Será que desta vez irão descobrir Deus?

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Há 40 anos, o astronauta russo Gagarin, no decurso da primeira viagem espacial tripulada, não se conteve diante da beleza da terra: "Ela é linda e azul". Entretanto, na mesma mensagem entrecortada, ele assegurava não ter ainda visto Deus. Nada de surpreendente pela própria natureza de Deus e a ideologia atéia do astronauta e da nação que representava.
No dia 10 de setembro, teve início um dos mais audaciosos projetos da história da humanidade: municiados pela mais sofisticada tecnologia concentrada num superacelerador de partículas subatômicas, implantado num túnel com 27 km de extensão e a uma profundidade de 100 metros, cerca de 10 mil cientistas, iniciaram uma corrida em busca da origem última do universo.

Se a isto somarmos o investimento de 8 bilhões de dólares, feito ao longo de 20 anos, e o envolvimento de 80 nações, podemos deduzir que a curiosidade dos seres humanos e sua confiança nas ciências é tal que nem o céu se constitui em limite.
Além da concepção bíblica da Criação, há muito, existe uma teoria científica segundo a qual no início havia uma partícula portadora de uma energia poderosíssima e que, ao explodir, deu início à expansão do universo, processo que continua até hoje. Esta teoria leva o nome de “Big bang”: a grande explosão. Mas como explicar os desdobramentos posteriores que pressupõem que a infinidade de partículas daí resultantes tenham adquirido a massa necessária para a configuração de tudo o que já existe e ainda possa vir a existir?
Um renomado cientista escocês, chamado Peter Higgs, desde a década de 1960 pensa que a resposta pode ser encontrada numa unidade ainda menor que ele denominou de bóson, e que poderia ser denominada de "mãe" do universo ou então "partícula de Deus". Ainda que sem conotação religiosa, este "batismo" não deixa de ser sugestivo, no sentido de apontar para o início do início de tudo.
Fazendo colidir partículas subatômicas numa velocidade semelhante àquela da luz, a gigantesca máquina implantada nas fronteiras entre França e Suíça, tem a esperança de reconstituir condições parecidas com aquelas do “Big bang”. Com isto se espera encontrar uma unidade menor ainda do que o átomo, e do que os quarks, ou seja, algo de infinitamente pequeno, mas ao mesmo tempo infinitamente poderosa.
Com certeza muitos já estão se colocando a mesma questão levantada por Gagarin, o ateu russo. Será que encontraremos "Deus"? Que fiquem tranqüilos os nossos ateus de carteirinha, entre os quais se colocam alguns cientistas renomados, e outros menos renomados, mas nem por isto menos arrogantes: Deus nunca será encontrado pelas ciências. É que ele ultrapassa tudo aquilo que as ciências possam vir a descobrir. Caso contrário ele não seria o que é: "Deus", aquele que, segundo a Bíblia nunca pronuncia seu próprio nome. Interrogado por Moisés, Ele responde simplesmente: "Eu sou aquele que é", do verbo ser. Ele é o "inefável", por isto mesmo também o inatingível.
Só há uma maneira de encontrar Deus e o sentido último de tudo o que existe: é dobrar os joelhos e, a partir das maravilhas do micro e do macrocosmos, exclamar como Santo Anselmo de Cantuária: "Creio para entender; e entendo porque creio." Com isto não se estabelece nenhum novo conflito entre ciência e fé: se encontrados, os bósons de Higgs só irão levantar novas e sempre mais complexas questões.
Pois este é o papel das ciências: avançar sempre, mas, na certeza de nunca chegar ao ponto final, porque elas são incapazes, por sua própria natureza, de chegar ao ponto inicial. Este ponto inicial e este ponto final não se encontram nas criaturas, mas no Criador que é e sempre será maior do que as maravilhas que nossa inteligência pode descobrir.
Frei Antônio Moser

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