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sexta-feira, 7 de julho de 2017

Jesus, exemplo supremo de liderança

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O tema “liderança” tem recebido grande atenção nos últimos anos. A Igreja do Senhor Jesus Cristo necessita , urgentemente, de nada menos do que líderes irrepreensíveis com o coração segundo o coração do próprio Deus.

Liderança faz a diferença, por sinal uma grande diferença, pois ela oferece direção, molda o caráter e cria oportunidades. Os efeitos da liderança começam no nascimento, mas não deixam de existir com a morte.

Aqueles que Deus separa para liderar desfrutam tanto os privilégios quanto as responsabilidades. Suas influências sobre outras pessoas os distinguem dos seguidores. A liderança de alta qualidade é encontrada entre os mais valiosos tesouros que qualquer comunidade ou organização possui. A liderança de baixa qualidade, ao contrário, produz um desperdício trágico e uma frustração caótica.

Líderes de Deus(e para Deus) estão sempre em falta.

Nosso mundo está apavorado em busca de um líder. Está procurando alguém que tenha uma visão e possa exercer firmemente uma influência especial para levar a Igreja, ou, até mesmo, um país inteiro ao conhecimento da Salvação.

COMEÇANDO COM POUCOS

Tudo tem seu início e este se deu  quando Jesus chamou alguns homens e os convidou a segui-lo. Ele não demonstrou se preocupar com projetos especiais para alcançar grandes platéias, mas seu foco estava em pessoas a quem as multidões deveriam seguir. Jesus começou a reunir um grupo seleto homens antes de se tornar conhecido do grande público.

Jesus buscou pessoas que fossem capazes de testemunhar a respeito de sua vida e manter sua obra em andamento depois que retornasse ao Pai. João e André foram os primeiros convocados, logo depois que Jesus deixou o cenário do grande avivamento promovido por João Batista em Betânia, do outro lado do rio Jordão (Jo 1:35-40).

André retribuiu levando seu irmão, Pedro (Jo 1:41,42). No dia seguinte, Jesus encontrou Filipe no caminho para a Galiléia, e Filipe, por sua vez, encontrou Natanael (Jo 1:43-51). Tiago, irmão de João, não é mencionado como integrante do grupo até os quatro pescadores serem convocados novamente, muitos meses depois, no mar da Galiléia (Mc 1:19; Mt 4:21). Logo depois, ao passar pela cidade de Cafarnaum, o Mestre propõe a Mateus segui-lo (Mc 2:13,14; Mt 9:9; Lc 5:27,28). A chamada dos demais discípulos não foi registrada nos evangelhos, mas acredita-se que todas ocorreram no primeiro ano do ministério de nosso Senhor.

Aqueles poucos pioneiros convertidos estavam destinados a se tornar os líderes da Igreja do Senhor, seriam eles que levariam o Evangelho por todo o mundo. Suas vidas tem um significado que durará por toda a eternidade.

O mais interessante sobre este distinto grupo de  homens é que, a princípio, nenhum deles impressionava. Ninguém ocupava posição de destaque na sinagoga, e nenhum deles pertencia ao corpo sacerdotal levita. A maioria era formada por trabalhadores comuns, e provavelmente não tinha qualquer qualificação além do conhecimento básico necessário para o exercício de sua profissão.

Talvez alguns pertencessem a famílias abastadas, como os filhos de Zebedeu, mas nenhum deles poderia ser considerado rico. Não tinham formação acadêmica nas artes e filosofias daquele tempo. Assim como o Mestre, a educação formal que receberam consistia apenas no que se aprendia nas escolas das sinagogas. Muitos cresceram na área mais pobre em torno da Galiléia. Aparentemente, o único dos Doze criado numa região mais privilegiada da Judéia era Judas Iscariotes.

Portanto, sob qualquer critério de sofisticação cultural daquela época ou atual, os apóstolos poderiam ser considerados como um agrupamento tosco de almas. É difícil compreender como Jesus poderia usar gente assim. Eram pessoas impulsivas, temperamentais, que se melindravam com facilidade e vítimas de todo tipo de preconceito no contexto em que viviam. Para resumir, aqueles homens selecionados pelo Senhor para ser seus assistentes representavam o perfil médio da sociedade daqueles dias. Não era o tipo de gente de quem se pudesse esperar ganhar o mundo para Cristo.

Mesmo assim, Jesus viu naqueles homens simples o potencial de liderança para o Reino. De fato, eram pessoas “comuns e sem instrução”,  de acordo com o padrão do mundo (At 4:13), mas tinham capacidade de aprender. Embora costumassem errar em seus julgamentos e fossem lentos para compreender as questões espirituais, eram homens honestos, prontos para admitir suas fraquezas. Seu comportamento poderia ser grosseiro e suas habilidades, limitadas, mas à exceção do traidor, todos tinham um grande coração.

Talvez o fato mais significativo sobre os apóstolos era seu grande anseio por Deus e pelas coisas divinas. A superficialidade da vida religiosa à volta deles não deturpou a esperança que tinham pela vinda do Messias (Jo 1:41,45,49; 6:69). Estavam fartos da hipocrisia dos aristocratas legalistas. Alguns já haviam se unido ao movimento de avivamento promovido por João Batista (Jo 1:35). Aqueles homens procuravam por alguém que os guiasse no caminho da salvação. Gente assim, disposta a se deixar moldar pelas mãos do Mestre, poderia ganhar uma nova imagem. Jesus pode usar qualquer um que deseja ser usado.

Uma das lições que Jesus nos deixa é que não devemos desejar começar com grande numero, e nem devemos esperar tal coisa. O trabalho mais excelente de treinamento sempre será feito com alguns apenas. Não tem importância quão pequeno e tímido possa parecer o começo; o que vale é que aqueles a quem damos prioridade aprendam a transmiti-la a outros. Ninguém deve ser ter por menosprezado, cada um tem um potencial conhecido por Deus,.

PERMANECENDO JUNTOS

A única maneira realista de conseguir o sucesso de um projeto  é se Liderança e membros estiverem juntos. Ou seja, um trabalho de unidade da Igreja, todos em um mesmo propósito. E assim o evangelismo será visto como um modo de vida, e não como uma norma religiosa.

Podemos nos inspirar no  caso dos primeiros discípulos da era cristã. Eles entregaram o evangelho às multidões; mas durante todo o tempo se atarefavam na edificação da comunhão daqueles que criam. Conforme o Senhor ia adicionando diariamente à Igreja, os que se iam salvando, os apóstolos, seguindo o exemplo do Mestre, desenvolviam homens que reproduzissem o seu ministério ate os confins da terra. O livro de Atos dos Apóstolos, na realidade, é tão-somente um desdobramento gradual, na vida da Igreja em crescimento, dos princípios de evangelismo que nos alcançaram séculos depois e continuam até à vinda do Mestre.

O evangelismo não é feito por meio de coisas, mas antes, por meio de pessoas.Trata-se de uma expressão do amor de Deus, e Deus é uma pessoa. Posto que a natureza de Deus é pessoal, só pode ser expressa através de alguma personalidade – tendo sido inicialmente revelada plenamente em Cristo, e agora sendo expressa através do seu Santo Espírito, nas vidas daqueles que se tem submetido voluntariamente a Ele. As comissões podem ajudar a organizar e a dirigir os esforços evangelísticos, e com essa finalidade certamente elas se fazem necessárias; mas o próprio trabalho só pode ser feito por homens que ganham outros homens para Cristo.

Devemos tomar cuidado para não “vendermos” um produto, o que oferecemos não é comércio, mas Vida Eterna. Há um perigo muito grande e grave com as ofertas que fazemos em nome do evangelismo. Nós não estamos aqui para prometer, antes somos cumpridores das promessas.

Devemos ser obedientes à Voz de Deus e guiados pelo Espírito Santo. Somos embaixadores do Reino de Deus, devemos apresentar o Reino e quem aceitar fazer parte do Reino, “todas estas coisas lhes serão acrescentadas”.
Adenilton Turquete
aleteia.org

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