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A Santa túnica de Cristo na Paixão guardada em Argenteuil analisada por um cientista

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Numa igreja de Argenteuil, cidade hoje absorvida pela grande Paris, venera-se uma túnica que, segundo tradição milenar da Igreja, foi tecida por Nossa Senhora para o Menino Jesus.
Seria a mesma que Nosso Senhor usou na sua Paixão.
A mesma, portanto, que os algozes romanos, vendo que era inconsútil – isto é, formando uma só peça, sem costuras – lançaram à sorte, para não ter que dividi-la entre eles.

Quem era Constantino?

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Flávio Valério Aurélio Constantino (272-337), conhecido por Constantino I ou Constantino, o Grande, foi imperador do Império Romano de 306 a 337 d.C. Passou a história como primeiro imperador cristão.

Era filho de um oficial grego, Constâncio Cloro, que no ano 305 foi nomeado Augusto ao mesmo tempo que Galério, e de Helena, uma mulher que chegaria a ser santa. Por morte de Constâncio Cloro, em 306, Constantino é aclamado imperador do Ocidente pelo exército local, no meio de uma difícil situação política, agravada pelas tensões com o antigo imperador, Maximiano, e com o seu filho Maxêncio. Constantino começou por derrotar Maximiano, em 310, e logo a seguir Maxêncio, na batalha de Ponte Milvio, em 28 de Outubro de 312.

Segundo a tradição, Constantino terá tido uma visão antes dessa batalha. Olhando o Sol, ao qual prestava culto, como pagão que era, viu uma cruz e ordenou que os seus soldados pusessem nos escudos o monograma de Cristo (as duas primeiras letras do seu nome em grego, sobrepostas). Embora continuasse a praticar ritos pagãos, a partir dessa vitória passou a mostrar-se favorável aos cristãos. Com Licínio, imperador do Oriente, promulgou o chamado “Édito de Milão” (ver pergunta 49: O que foi Édito de Milão?), favorecendo a liberdade de culto. Mais tarde, os dois imperadores confrontaram-se e, no ano de 324, Constantino derrotou Licínio, convertendo-se no único Augusto do Império.

Constantino levou a cabo numerosas reformas de tipo administrativo, militar e econômico, mas no que mais se destacou foi nas disposições político-religiosas e, em primeiro lugar, nas que tinham por objetivo a cristianização do Império. Promoveu estruturas adequadas para conservar a unidade da Igreja, como modo de preservar a unidade do Estado e legitimas a sua configuração monárquica, embora também tivesse outras motivações religiosas de tipo pessoal. Tomou certas medidas contra heresias e cismas, a par de várias disposições administrativas eclesiásticas. Lutou contra o cisma causado pelos donatistas no norte de África, para defender a unidade da Igreja, e convocou o Concílio de Niceia, para resolver a controvérsia trinitária originada por Ario (ver pergunta 50: O que sucedeu no Concílio de Niceia?). Em 330 transferiu a capital do Império de Roma para Bizâncio, à qual chamou Constantinopla, o que implicou uma ruptura com a tradição, apesar de ser sua intenção realçar o aspecto de capital cristã. Como era normal na sua época, só foi batizado pouco antes de morrer, por Eusébio de Nicomédia, bispo de tendência ariana.

Apesar das falhas do seu mandato e do seu caráter caprichoso e violento, não podemos negar o fato de Constantino ter dado a liberdade à Igreja e favorecido a sua unidade. Por outro lado, não é historicamente correto que, para o conseguir, Constantino tenha determinado, entre outras coisas, o número de livros que a Bíblia devia ter.

Neste longo processo, que só mais tarde terminou, os quatro Evangelhos eram, desde há muito tempo, os únicos que a Igreja reconhecia como verdadeiros. Os outros “evangelhos” não foram suprimidos por Constantino, pois já tinham sido proscritos como heréticos dezenas de anos atrás.

Retirado do livro: “50 Perguntas sobre Jesus”. Juan Chapa. Ed. Paulinas.

Cleofas

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