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A coroa de glória de Nossa Senhora, Rainha e Mãe de misericórdia

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Coroação da Virgem, de Gentile da Fabriano.Nossa Senhora é Rainha e Mãe de misericórdia e nós, pobres pecadores, somos a coroa de sua glória no Reino dos Céus.A Sagrada Tradição da Igreja Católica atribui a Nossa Senhora a figura bíblica da Rainha Mãe, que teve sua origem no gesto profético de Salomão que, ao ser coroado Rei, pediu para a sua mãe um trono à sua direita: “Positusque est thronus matri regis, quae sedit ad dexteram eius – Foi posto um trono para a mãe do rei, a qual se assentou à sua mão direita” (1 Rs 2, 19).

Como se deu a queda do Império Romano do Ocidente?

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As invasões bárbaras impossibilitaram o Império Romano de se expandir territorialmente como fazia antes. Ele utilizava os prisioneiros de guerra e escravos, mas, com o fim da expansão houve a diminuição do número desses, o que gerou baixa na produção, inflação alta e aumento dos preços, aumento de impostos, que levaram às revoltas sociais. Com isso houve atraso nos salários dos soldados romanos, que se recusavam a defender Roma, o que também facilitou as invasões bárbaras.

Todos estes motivos levaram à queda de Roma em 476 d.C., data considerada como início da Idade Média e fim da Idade Antiga. O bárbaro Odoacro depôs o último e jovem imperador do Ocidente, Rômulo Augusto (475-476), e enviou as insígnias imperiais ao imperador do Oriente. Essa queda foi também motivada por um jogo de intrigas contra o imperador. Sete anos mais tarde Odoacro (476-483) foi vencido pelo ostrogodo Teodorico (483-526).

Na mesma época a África cristã gemia sob os vândalos. Por outro lado, o imperador bizantino Zenão I (474-491) não podia apoiar o Ocidente porque lutava contra outros inimigos. E, ainda pior, em 482, houve o cisma de Acácio (483-519) que separou o Oriente do Papa por 35 anos.

Na verdade, o grande Império, o maior que o mundo já conheceu caiu porque tinha se condenado a si mesmo; estava apodrecido. Quando morreu Teodósio, o Grande, em 395, o seu jovem filho Arcádio (395-408) ficou com o Oriente, foi tutelado pelo ministro Rufino, despreparado; e Honório (395-423), um menino de onze anos ficou com o Ocidente, ajudado pelo general vândalo bárbaro Estilicão. Este e Rufino eram inimigos mortais, e os distúrbios logo começaram. Honório acabou assassinando Estilicão em 408.

Vimos que Honória, filha de Gala Placídia, irmã do imperador Honório, pediu Átila em casamento; se casou com Ataulfo, bárbaro sucessor de Odoacro; e depois se casou com um general bárbaro. Tudo isso mostra o caos em que estava o Império antes de desabar definitivamente no Ocidente.

Outro fator que enfraqueceu o Império foi o gigantismo estatal que fortaleceu os administradores de alto escalão, os condes e chefes de província, que obtinham cada vez mais terras, destruindo a autoridade central e dando origem ao sistema feudal. As forças vivas foram paralisadas. São os vícios que crescem quando o Estado ultrapassa suas atribuições e quer absorver tudo.

O escritor Orósio falou de “romanos que preferiam conhecer a pobreza e a independência no meio dos bárbaros a suportar o peso dos impostos no meio dos romanos”. Outro escritor, o sacerdote Salviano, disse que “os pobres desesperados suspiravam pela chegada do inimigo e suplicavam a Deus que lhes enviasse os bárbaros” (Rops, Vol. II, p. 79).

O Cristianismo não teve tempo de eliminar os ambientes contaminados pelo paganismo: jogos sangrentos, luxo, ócio, superstições (astrologia, magia negra), imoralidades (abortos, prostituição, divórcio, controle drástico da natalidade) como mostraram Santo Agostinho e São Jerônimo. Como disse o bispo de Lião, Santo Euquério, era um mundo de “cabelos brancos”.

São Jerônimo disse: “São os nossos pecados que fazem a força dos bárbaros, foram os nossos vícios que venceram os exércitos!”. Não havia mais remédio para essa civilização; era o fim; e outra haveria de surgir pelas mãos da Igreja. Nós somos descendentes da ordem que nasceu desse caos, diz Thomas Woods. A Igreja deu um novo rumo e sentido à vida. Como disse Rops: “A santidade salvou a Igreja, e a Igreja salvou o mundo”. A Igreja teve de assumir tudo. O representante do povo já não era o burocrata corrompido e incompetente, nem o soldado, mas o bispo. Ele passou a ser o “defensor da cidade”.

Em 455 os vândalos de Genserico tomaram Roma. Valentiniano III (425-455) acabava de ser assassinado por Petrônio Máximo (455) – vingança por ter degolado pessoalmente o general Aécio em 454. Mas Petrônio foi logo morto pelo povo e o Império estava acéfalo. Então, Leão Magno (400-460) enfrentou Genserico em 455, e conseguiu diminuir os horrores do saque do bárbaro.

Eudóxia, viúva de Valentiniano III, chamou à Itália os vândalos de Genserico e partiu com eles. O Império ainda sobreviveu vinte anos com fracos imperadores: Ricimer, Avito (455-456) que se tornou bispo, Majoriano (457-461), Líbio Severo (461-465), Olíbrio (467-472), Glicério (473-474), e Rômulo Augusto (475-476).

O último imperador romano do Ocidente tinha sua autoridade praticamente restrita à cidade de Roma. Os bárbaros, que antes faziam parte do exército romano, depuseram-no em 476, colocando no poder seu chefe, Odoacro, que se intitulou rei da Itália. Assim acabou definitivamente a autoridade do Império Romano do Ocidente.

Em 483, Teodorico, que sucedeu Odoacro, rei dos ostrogodos, conseguiu fixá-los. Após a morte de Teodorico, os seus filhos Teodorico II e Eurico alargaram as possessões que, se estendiam já do Atlântico aos Alpes do Sul, e do Loire a Gibraltar.

Os bárbaros assimilavam a língua e grande parte dos costumes romanos enquanto introduziam os hábitos e termos germânicos. Terminava assim o Império do Ocidente, mas a civilização persistia: as instituições políticas, como o Senado e o Consulado subsistiram entre os bárbaros. Em 493, Teodorico tomou o poder na Itália, fazendo-se reconhecer como representante legítimo do imperador bizantino. Permaneceram o latim como língua oficial e as estruturas sociais; o grande obstáculo então eram as diferenças de religiões: o choque entre o catolicismo e o arianismo dos bárbaros.

Só graças à reconquista da Itália pelos exércitos bizantinos no século VI, pelo imperador Justiniano I, o Grande (527-565), é que se conseguiu restabelecer a unidade imperial, reconquistando também o norte da África e parte da Espanha; o reino vândalo foi destruído em 534, enquanto que na Península Ibérica a monarquia visigótica foi seriamente enfraquecida. As medidas de Justiniano I durariam pouco tempo pelo impacto do surgimento do Islamismo no século VII.

Praticamente o Império ficou sem imperador até surgir no século VIII o grande Carlos Magno. No entanto, Odoacro, após se apoderar do Império, em 476, enviou ao imperador bizantino as insígnias do Império, colocou tudo em suas mãos; e os chefes bárbaros que comandaram o Ocidente, passaram a ter títulos de funcionários romanos. Teodorico se considerava rei em nome do imperador bizantino e Clóvis, rei dos francos, foi nomeado cônsul pelo imperador bizantino.

Assim, de certa forma o Império se manteve, e ressurgiu com Carlos Magno em 800 (Sagrado Império da Nação Franca, e depois no ano 1000 com os Otões e Henriques (Sagrado Império Romano Germânico). E este Império sobreviveu até 1806 quando Francisco II vencido por Napoleão renunciou o título de “Imperador romano da nação germânica”, para tomar o título de “Imperador da Áustria”.

Retirado do livro: “História da Igreja – A Idade Antiga”. Prof. Felipe Aquino. Ed. Cléofas.

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