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Junho, o mês do Sagrado Coração de Jesus

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Entenda a origem desta devoçãoNo mês de junho, a Igreja celebra o Sagrado Coração de Jesus, uma devoção que existe desde os primórdios do Cristianismo, quando as pessoas refletiam sobre o coração aberto de Jesus.

O Corpo de Jesus é o Novo Templo

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Evangelho: João 2,13-25
JOSÉ ANTONIO PAGOLA
UM TEMPLO NOVO

Os quatro evangelistas fazem eco do gesto provocativo de Jesus expulsando do Templo de Jerusalém os “vendedores” de animais e “cambistas” de dinheiro.

* Cf. Mt 21,12-13; Mc 11,11.15-17; Lc 19,45-46

Jesus não pôde suportar ver a “casa de seu pai” cheia de pessoas que vivem do culto. Não se compra Deus com “sacrifícios”.

Porém, João, o último evangelista, acrescenta um diálogo com os judeus no qual Jesus afirma de maneira solene que, após a destruição do Templo, ele “o levantará em três dias”. Ninguém pôde entender isso que disse. Por isso, o evangelista acrescenta: “Jesus falava do templo de seu corpo”.

Não esqueçamos que João está escrevendo seu evangelho quando o Templo de Jerusalém já estava destruído há vinte ou trinta anos. Muitos judeus se sentem órfãos. O Templo era o coração de sua religião. Como poderão sobreviver sem a presença de Deus em meio ao povo?

O evangelista recorda aos seguidores de Jesus que eles não devem sentir saudades do velho templo. Jesus, “destruído” pelas autoridades religiosas, porém “ressuscitado” pelo Pai, é o “novo templo”. Não é uma metáfora atrevida. É uma realidade que deve marcar para sempre a relação dos cristãos com Deus.

Para aqueles que veem em Jesus o novo templo onde habita Deus, tudo é diferente. Para encontrar-se com Deus, não basta entrar em uma igreja. É necessário aproximar-se de Jesus, entrar em seu projeto, seguir seus passos, viver com seu espírito.

Neste novo templo, que é Jesus, para adorar a Deus não basta o incenso, as aclamações nem as liturgias solenes. Os verdadeiros adoradores são aqueles que vivem diante de Deus “em espírito e verdade”. A verdadeira adoração consiste em viver com o “Espírito” de Jesus na “Verdade” do Evangelho. Sem isto, o culto é “adoração vazia”.

As portas deste novo templo, que é Jesus, estão abertas a todos. Ninguém está excluído. Podem entrar nele os pecadores, os impuros e, inclusive, os pagãos. O Deus que habita em Jesus é de todos e para todos. Neste templo não se faz discriminação alguma. Não há espaços diferentes para homens e mulheres. No Cristo, não há mais “homem e mulher”. Não há raças eleitas nem povos excluídos. Os únicos preferidos são os necessitados de amor e de vida.

Necessitamos de igrejas e templos para celebrar Jesus como Senhor, mas ele é o nosso verdadeiro templo.

A INDIGNAÇÃO DE JESUS

Acompanhado de seus discípulos, Jesus sobre pela primeira vez a Jerusalém para celebrar as festas da Páscoa. Quando ele olhou para o recinto que rodeia o Templo, se encontra com um espetáculo inesperado. Vendedores de bois, ovelhas e pombas oferecendo aos peregrinos os animais que necessitam para os sacrifícios em honra a Deus. Cambistas instalados em suas mesas negociando com o câmbio de moedas pagãs pelo moeda oficial aceita pelos sacerdotes.

Jesus se enche de indignação. O narrador descreve sua reação de maneira muito gráfica: com um chicote retira do recinto sagrado os animais, revira as mesas dos cambistas, esparramando por terra suas moedas, grita: “Não façais da casa de meu Pai uma casa de comércio!”

Jesus se sente um estranho naquele lugar. O que seus olhos veem nada tem a ver com o verdadeiro culto a seu Pai. A religião do Templo se converteu em um negócio onde os sacerdotes buscam boas entradas, e onde os peregrinos tratam de “comprar” Deus com suas oferendas. Jesus recorda, seguramente, as palavras do profeta Oseias que repetirá, mais de uma vez, ao longo de sua vida: “Assim diz Deus: Eu quero amor e não sacrifícios”.

Aquele Templo não é a casa de um Deus Pai na qual todos se acolhem mutuamente como irmãos e irmãs. Jesus não pode ver ali essa “família de Deus” que deseja ir formando com seus seguidores. Aquilo não é senão um mercado onde cada um busca seu negócio.

Não pensemos que Jesus esteja condenando uma religião primitiva, pouco evoluída. Sua crítica é mais profunda. Deus não pode ser o protetor e encobridor de uma religião tecida de interesses e egoísmos. Deus é um Pai a quem somente se pode cultuar trabalhando por uma comunidade humana mais solidária e fraterna.

Quase que sem nos darmos conta, todos podemos nos converter, hoje, em “vendedores e cambistas” que não sabem viver a não se buscando somente seu próprio interesse. Estamos convertendo o mundo em um grande mercado onde tudo se compra e se vende, e corremos o risco de viver, inclusive, a relação com o Mistério de Deus de maneira mercantil.

Temos que transformar nossas comunidades cristãs em espaço onde todos possamos nos sentir na “casa do Pai”. Uma casa aconchegante e acolhedora que não fecha suas portas a ninguém, onde a ninguém se exclui nem discrimina. Uma casa onde aprendamos a escutar o sofrimento dos filhos mais desvalidos de Deus e não somente nosso próprio interesse. Uma casa onde possamos invocar Deus como Pai porque nos sentimos seus filhos e buscamos viver como irmãos.

Traduzido do espanhol por Telmo José Amaral de Figueiredo.
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http://padretelmofigueiredo.blogspot.com.br/search/label/Liturgia%20Dominical

Jesus fala de reconstruir (melhor reerguer) o templo: o de seu corpo.

CORPO

Jo 2,21;   19,38. 40;   20,12;

Matt. 5:29f; 6:22f, 25; 10:28; 14:12; 26:12, 26; 27:58f; Mk. 5:29; 14:8, 22, 51; 15:43, 45; Lk. 11:34, 36; 12:4, 22; 17:37; 22:19; 23:52, 55; 24:3, 23; Jn. 2:21; 19:38, 40; 20:12; Acts 9:40; 19:12; Rom. 4:19; 6:6, 12; 7:4, 24; 8:10, 13, 23; 12:4f; 1 Co. 5:3; 6:13, 16, 18; 7:4, 34; 9:27; 10:16f; 11:24, 27, 29; 12:12ff, 22, 27; 13:3; 15:35, 37, 44; 2 Co. 4:10; 5:6, 8, 10; 12:2f; Gal. 6:17; Eph. 1:23; 2:16; 3:6; 4:4, 12, 16; 5:23, 30; Phil. 1:20; 3:21; Col. 1:18, 22; 2:11, 17, 19, 23; 3:15; 1 Thess. 5:23; Heb. 10:5, 10; 13:3; Jas. 2:16, 26; 3:2f, 6; 1 Pet. 2:24; Jude 1:9

Matt. 6:25; Mk. 5:29; Lk. 12:22; Rom. 6:12; 12:4; 1 Co. 5:3; 6:13, 20; 7:34; 12:18, 25; 15:35; 2 Co. 4:10; 5:6; 12:2f; Gal. 6:17; Eph. 2:16; Phil. 1:20; 3:21; Col. 1:22; 3:15; Heb. 13:3; 1 Pet. 2:24

Matt. 27:52; Jn. 19:31; Rom. 1:24; 8:11; 12:1; 1 Co. 6:15; 15:40; Eph. 5:28; Heb. 13:11

Matt. 6:22; 26:12; Lk. 11:34; Jn. 2:21; Rom. 7:4, 24; 8:13, 23; 1 Co. 6:18; 7:4; 10:16; 11:27; 12:12, 15, 22; 2 Co. 5:8, 10; 10:10; 12:2f; Eph. 4:12, 16; 5:23, 30; Col. 1:18, 24; 2:11, 23; Heb. 10:10; Jas. 2:16; Jude 1:9   Col. 2:9; Rev. 18:13

TEMPLO

Jo 2,14;   2, 20;   5,14;   7,28;   8,20;   10,23;   11,56;   18,20;

Matt. 12:5; 21:12, 14; 26:55;

Mk. 11:15, 27; 12:35; 14:49;

Lk. 2:46; 19:47; 20:1; 21:37f; 22:53; 24:53;

Acts 2:46;  5:20, 25, 42;   21:27;   22:17;    24:12, 18;    26:21

Matt. 26:61; 27:5, 40; Mk. 14:58; 15:29;  Lk. 1:9;  1 Co. 3:17; Eph. 2:21; 2 Thess. 2:4;  Rev. 11:1; 15:8; 21:22 Matt. 23:17;  1 Co. 3:16f; 6:19; 2 Co. 6:16;  Rev. 11:19; 15:5, 8; 21:22 Matt. 23:16, 35; 27:51;  Mk. 15:38; Lk. 23:45;  Rev. 11:2; 14:15, 17; 15:6; 16:1, 17 Acts 17:24

FESTA DOS TABERNÁCULOS

Jo  7,2

TENDA

Mt 17:4; Mc 9:5; Lc. 9:33; Lc 16:9; Acts 7:44; Heb. 9:2f; 13:10; Rev. 21:3

Acts 7:43; 15:16; Heb. 8:5; 9:6, 21; Rev. 13:6; Hb. 8:2; 9:8, 11; Rev. 15:5;      Heb. 11:9   2 Co. 5:4 ;    2 Co. 5:1;  Rev. 7:15; 21:3; Rev. 12:12; Rev. 13:6;  2 Pet. 1:14;  2 Pet. 1:13 ;  Acts 7:46 ; Heb. 8:2; 9:8, 11; Rev. 15:5

Responsável por este trabalho:

Xavier Cutajar

xacute@uol.com.br http://xacute1.com

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